Naliot
V stepiakh zarnitsa vskolykhnula noch',
Blesnula sablej ryzhaia Luna.
My budem delo delat', vsio toch'-v-toch',
Chemu uchila predydushchaia vojna.
A my na khutor s bandoj naletim,
Totchas zarezhem paru porosiat.
Dvoim brat'iam my v mordu nastuchim,
Potom pojdiom, i pust' sebe visiat.
A atamanu prosto nevterpiozh,
Oriot khoziainu: «Ty, morda detskaia.
A esli doch' ko mne ne privediosh',
Pletej poluchish', vlast' sovetskaia».
Khoziajka terpit dvadtsat' molodtsov,
A dochka Bate shepchet, chto «Liubliu».
Na cherdake nashli dvukh ranenykh bojtsov,
I prosto vziali ikh i sunuli v petliu.
S utra krasnogvardejskij konnyj polk
Nashiol pribitogo k zaboru muzhika.
Na puze byl prikolotyj listok,
Na niom napisano: «Derzhitesia! CheKa»
Naliot
Na estepe, a tempestade iluminou a noite,
Brilhou a lua ruiva como uma espada.
Vamos fazer o que temos que fazer, tudo certinho,
O que a guerra anterior nos ensinou.
E nós vamos atacar a fazenda com a gangue,
Logo vamos matar alguns porquinhos.
Daremos um soco na cara dos dois irmãos,
Depois vamos embora, e que se dane.
E o ataman não aguenta mais,
Grita pro patrão: "Você, cara de criança.
E se você não trouxer sua filha pra mim,
Vai levar uma surra, a autoridade soviética".
A dona da casa aguenta vinte jovens,
E a filha do Bate sussurra que "Amo você".
No sótão, encontramos dois soldados feridos,
E simplesmente os pegamos e os jogamos na forca.
De manhã, o regimento de cavalaria vermelha
Encontrou um homem preso na cerca.
Na barriga, havia um bilhete colado,
Nele estava escrito: "Aguentem firme! CheKa".