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A bala sabe exatamente

Mongol Shuudan

A pulia tochno znaet

A v stepi valialsia miortvyj komissar,
A vo lbu cherneli dyrki.
A vokrug zvenela kapliami rosa,
Skatyvaias' priam na nosopyrku.

A pulia tochno znaet, kogo ona ne liubit.
Kogo ona ne liubit v syroj zemle lezhit.
A ptitsy ponimaiut, zachem oni letaiut,
I tol'ko belyj vozdukh ot kryl'ev ikh drozhit.

Chto-to solnyshko ne svetit,
Nad golovushkoj tuman.
Ili pulia v serdtse metit,
Ili blizok komissar.
Na zare krichit vorona:
Kommunist, otkroj ogon'.
V chas poslednij, pokhoronnyj
Trupom pakhnet samogon.

A pulia tochno znaet, kogo ona ne liubit.
Kogo ona ne liubit v syroj zemle lezhit.
A ptitsy ponimaiut, zachem oni letaiut,
I tol'ko belyj vozdukh ot kryl'ev ikh drozhit.

A bala sabe exatamente

Na estepe, o comissário morto rolava,
E na testa, buracos escuros.
Ao redor, a rosa tilintava com as gotas,
Escorrendo direto para o nariz.

A bala sabe exatamente a quem não ama.
A quem não ama, na terra úmida, jaz.
E os pássaros entendem por que estão voando,
E só o ar branco treme com suas asas.

Algo no sol não brilha,
Sobre a cabecinha, neblina.
Ou a bala mira no coração,
Ou o comissário está perto.
Na aurora, a coruja grita:
Comunista, abra fogo.
Na última hora, funerária,
O corpo exala cachaça.

A bala sabe exatamente a quem não ama.
A quem não ama, na terra úmida, jaz.
E os pássaros entendem por que estão voando,
E só o ar branco treme com suas asas.

Composição: