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Ansiolítico

Morte ao Rei

Várias garrafas de café e a sensação de falhar
Acho que a vida adulta enfim chegou
Responsabilidades e a obrigação de ter que agradar
Rastejar com a casca do outro pesa demais

O ansiolítico já não faz mais efeito
Fingir viver cansa
Ansiedade tomada em dose cavalar
Rodando na gaiola não se tem noção do tempo

Cole esse sorriso no rosto e fale frases feitas
Você se sentirá melhor
Um fantoche feito de água, carbono, merdas e frustrações
Atuando em um monólogo sem premiações

E os boletos? E o futuro incerto?
O diploma já não passa de um papel
Falido aos trinta, sem nenhuma progressão
A luz no fim do túnel vem com a tampa do caixão

Composição: Diego Florêncio