Eu sou o silêncio depois do seu riso
O fim da promessa, o fim do aviso
Eu sou a poeira da sua coroa
A casa vazia que o tempo abençoa
Eu sou o que apaga o seu nome do chão
A última batida do seu coração
Eu sou o que fica depois da partida
O ponto final na história da vida
Eu sou a Caveira, o seu guardião
A última porta da sua canção
Eu sou a verdade debaixo da pele
A única lei que nunca se repele
Laroyé, Sou eu! Que sempre será
O espelho final que te encarará
Eu sou o herdeiro de toda a matéria
Você constrói muros de orgulho e de ouro
Esconde no peito o falso tesouro
Você veste a seda, a carne e a mentira
Mas é no meu reino que a alma respira
Você corre e luta, você chora e ama
Mas todo o seu fogo desfaz-se em chama
Que vira fumaça, que vira lembrança
E em meus braços enfim descansa
Eu sou a Caveira, o seu guardião
A última porta da sua canção
Eu sou a verdade debaixo da pele
A única lei que nunca se repele
Laroyé, Sou eu! Que sempre será
O espelho final que te encarará
Eu sou o herdeiro de toda a matéria
Não tema o meu nome, não tema o meu rosto
Eu sou o descanso, do seu longo posto
Sou a paz do guerreiro, o fim da jornada
A terra que abraça, a última enxada
Eu sou o que resta quando tudo se vai