Vaga-lume silente é luzeiro no meu pampa
Insistente alma da gente se acampa
Descampando se apagando, o Sol vai se escondendo
Avançando dominando vem a noite me envolvendo
Quando vaga-lume vem, ao centos, aos milhares
Meu coração já não tem mais dores nem mais pesares
Vaga-lume ziguezagueando, pelo espaço
Noite de estranho fandango de estrelas
Negro desmanchando, aos pedaços, luzes piscando
Buscando e não posso ter caminhando e
Vaga-lume pelo infinito
Me perco nessa alegria, ao som que o pampa erradia
Vaga-lume desafiou as estrelas, girando num escarceu
Nem sei se estou pousado na terra, ou se foi transportado pro céu
Está no céu e na terra é o vaga-lume