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Kantylena

Naamah

Kantylena

Smutne s± drzewa, kiedy w d³oniach s³ów deszcz tylko zosta³.
D³ugie s± drogi, kiedy brak mi s³ów na drogach prostych.
Pêki md³ych kwiatów wiêdn± w cieniach snu na brudnej ciszy.
Ciê¿kie s± noce. Na pylonach snu krew mnie ko³ysze.
W nocnych fontannach bezgranicznych barw szaro¶æ uwiêd³a.
Noc znów przekwit³a w korytarzach barw na jasnych pêdach.
A skrzyd³a ptaków jak ostatni dar wiêdn± na wietrze.
A do mej ¶mierci jak ostatni dar jest tylko przestrzeñ.

Kantylena

Tristes são as árvores, quando nas palmas das mãos só ficou a chuva das palavras.
Longos são os caminhos, quando me faltam palavras nas estradas retas.
Botões de flores murchas definham nas sombras do sono na sujeira do silêncio.
Pesadas são as noites. Nos pilares do sonho, o sangue me embala.
Nas fontes noturnas de cores infinitas, a cinza murchou.
A noite novamente desabrochou nos corredores de cores em brotos claros.
E as asas dos pássaros, como o último presente, murcham ao vento.
E até a minha morte, como o último presente, só existe o espaço.