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Nostalgia

Nacha Guevara

Nostalgia

Quiero emborrachar mi corazón
para olvidar un loco amor
que más que amor es un sufrir.
Y aquí vengo para eso,
a borrar antiguos besos
en los besos de otras bocas
Si su amor fue flor de un día
por qué causa es siempre mía
esta cruel preocupación.
Quiero emborrachar mi corazón
para olvidar mi obstinación
y más lo vuelvo a recordar

Nostalgia de escuchar su risa loca
y sentir junto a mi boca
como un fuego su respiración.
Angustia de saberme abandonada
y pensar que a otra a su lado pronto, pronto,
le hablará de amor
Hermano, yo no quiero rebajarme,
ni pedirle, ni llorarle,
ni decirle que no puedo más vivir.
Desde mi triste soledad
veré caer las rosas muertas de mi juventud.

Gime, bandoneón,
tu tango gris, tal vez a ti te hiera igual
algún amor sentimental.
Llora mi alma de fantoche,
sola y triste en esta noche,
noche negra y sin estrellas.
Si las copas traen consuelo
aquí estoy con mi desvelo
para ahogarlo de una vez.
Quiero emborrachar mi corazón
Para poder así brindar por los fracasos del amor.

Nostalgia de escuchar su risa loca
y sentir junto a mi boca
como un fuego su respiración.
Angustia de saberme abandonada
y pensar que a otra a su lado pronto, pronto,
le hablará de amor
Hermano, yo no quiero rebajarme,
ni pedirle, ni llorarle,
ni decirle que no puedo más vivir.
Desde mi triste soledad
veré caer las rosas muertas de mi juventud.

Nostalgia

Quero embriagar meu coração
pra esquecer um amor insano
que mais que amor é um sofrer.
E aqui estou pra isso,
apagar antigos beijos
nos beijos de outras bocas.
Se o amor dela foi flor de um dia
por que é que essa preocupação
é sempre minha, cruel?
Quero embriagar meu coração
pra esquecer minha obstinação
e mais eu volto a lembrar.

Nostalgia de ouvir sua risada louca
e sentir junto à minha boca
como um fogo sua respiração.
Angústia de saber que estou abandonada
e pensar que a outra ao seu lado, logo, logo,
falando de amor.
Irmão, eu não quero me rebaixar,
nem pedir, nem chorar,
nem dizer que não posso mais viver.
Da minha triste solidão
verei cair as rosas mortas da minha juventude.

Gime, bandoneón,
tango cinza, talvez a ti te fira igual
algum amor sentimental.
Chora minha alma de fantoche,
sozinha e triste nesta noite,
noche negra e sem estrelas.
Se as taças trazem consolo
aqui estou com meu desvelo
pra afogá-lo de uma vez.
Quero embriagar meu coração
pra poder assim brindar pelos fracassos do amor.

Nostalgia de ouvir sua risada louca
e sentir junto à minha boca
como um fogo sua respiração.
Angústia de saber que estou abandonada
e pensar que a outra ao seu lado, logo, logo,
falando de amor.
Irmão, eu não quero me rebaixar,
nem pedir, nem chorar,
nem dizer que não posso mais viver.
Da minha triste solidão
verei cair as rosas mortas da minha juventude.

Composição: Cadícamo