Ciego
No veo el Sol, tampoco las señales
Choqué con una planta y con mis ideales
Pregunté al espejo si aún seguía aquí
Me respondió: Bro, ni yo sé de mí
Desayuné ansiedad con pan integral
La tostadora me gritó: ¡Existencial!
Salí a la calle con gafas pa’l Sol
Pero era de noche, y eso me dolió
Estoy ciego (ciego, ciego)
Pero no de los ojos, sino del apego
Y si tú me hablas, yo solo bostezo
Mi alma está en modo ya no regreso
Estoy ciego (ciego, ciego)
Me enamoré de un error y me apego
Vi la red flag y dije: Qué bonito el fuego
Ahora mi corazón lo alquila un cangrejo
Mi teléfono vibra pero solo de frío
Ni las notis me quieren, ya no hay ni lío
Le escribo a mi crush con poesía oscura
Me responde xd, qué bella tortura
Puse una vela pa' alumbrar mi esperanza
Pero se apagó porque apesta la confianza
Intento arreglarme con cinta y chicle
Pero mi autoestima se fue en bicicleta
Estoy ciego (ciego, ciego)
No de los ojos, sino del apego
Me hablas bonito y yo solo me niego
Mi amor propio está en huelga en algún talego
Estoy ciego (ciego, ciego)
Mi GPS grita: ¡Te perdiste de nuevo!
Sigo caminos que terminan en ego
Y en cada esquina me saluda el despego
Cerré los ojos para ver con el alma
Pero mi alma estaba viendo memes
Qué decepción tan visual
No es que no vea
Es que me tapé solito
Con la cobija del drama
Y la almohada del mito
Estoy ciego
Pero ya me acostumbré
Total
Tampoco quería ver
Cego
Não vejo o Sol, nem os sinais
Bati numa planta e nos meus ideais
Perguntei pro espelho se ainda tô aqui
Ele respondeu: Mano, nem eu sei de mim
Desjejum de ansiedade com pão integral
A torradeira gritou: Existencial!
Saí pra rua com óculos pro Sol
Mas era de noite, e isso me doeu
Tô cego (cego, cego)
Mas não dos olhos, e sim do apego
E se você me fala, eu só bocejo
Minha alma tá em modo já não volto
Tô cego (cego, cego)
Me apaixonei por um erro e me apego
Vi a bandeira vermelha e pensei: Que lindo o fogo
Agora meu coração tá alugado por um caranguejo
Meu celular vibra, mas só de frio
Nem as notificações me querem, já não tem nem rolo
Escrevo pra minha crush com poesia sombria
Ela responde: xd, que bela tortura
Coloquei uma vela pra iluminar minha esperança
Mas apagou porque a confiança fede
Tento me consertar com fita e chiclete
Mas minha autoestima foi de bicicleta
Tô cego (cego, cego)
Não dos olhos, e sim do apego
Você fala bonito e eu só me nego
Meu amor próprio tá em greve em algum lugar
Tô cego (cego, cego)
Meu GPS grita: Você se perdeu de novo!
Sigo caminhos que terminam em ego
E em cada esquina me cumprimenta o desapego
Fechei os olhos pra ver com a alma
Mas minha alma tava vendo memes
Que decepção tão visual
Não é que eu não veja
É que me cobri sozinho
Com o cobertor do drama
E o travesseiro do mito
Tô cego
Mas já me acostumei
No fim das contas
Tampouco queria ver