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Já Não É Vida

Natalia Molina

Ya No Es Vida

Pienso que esto ya no es vida
Se desarma mi cara al mirarme
Lo que un día encontré no se a dónde se fue

Quizás quedó debajo de la letra que borré
O al fondo del cajón que fui a quemar al potrero

Y es tan difícil resistir
Cuando no tengo un lugar donde llegar a descansar los pies
No, yo no lo vi venir
No tuve otra opción que proteger lo que quedaba de mi

Pienso que es como una herida
Tan profunda que ya ni la siento
Ya no me hace sufrir se ha hecho parte de mi

Se volvió una costumbre este juego de nosotros
De hacer caer al otro en el abismo propio
Ahora es como un reflejo
Automática defensa
Esto no avanza a puerto es solo resistencia

Já Não É Vida

Penso que isso já não é vida
Meu rosto se desfaz ao me olhar
O que um dia encontrei, não sei para onde foi

Talvez tenha ficado debaixo da letra que apaguei
Ou no fundo da gaveta que fui queimar no pasto

E é tão difícil resistir
Quando não tenho um lugar para descansar os pés
Não, eu não vi isso chegando
Não tive outra opção senão proteger o que restava de mim

Penso que é como uma ferida
Tão profunda que nem a sinto mais
Já não me faz sofrer, tornou-se parte de mim

Tornou-se um hábito esse jogo entre nós
De fazer o outro cair no próprio abismo
Agora é como um reflexo
Defesa automática
Isso não avança para o porto, é apenas resistência

Composição: Natalia Molina