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Justicista

Neike

Justicista

Policías brutos, perros mercenarios
Salen a morder a quienes pagan su salario
Te pegan si sos pobre, estudiante o jubilado
Pero te la chupan si sos narco o empresario
A esos vendepatria, que se adueñan del estado
Ustedes no son reyes, son empleados
Levantamos estos dedos y decimos este canto
Que un pueblo que despierta no tolera a sus tiranos

Que no llego a fin mes, que me vence el alquiler
Otro al banco al que deber, ya no sé qué voy a hacer
Las grandes inversiones no llenan mi heladera
Y la macroeconomía no llega a mi billetera
Sube la inflación, también sube la presión
Si no prestan atención, se les viene una explosión

Esos que tienen el poder
Algo tienen que comprender
Que si los hacemos caer
Mal les sale saber correr

Si nos siguen negando futuro y dignidad
Si nos siguen quitando derecho y libertad
No se quejen cuando el pueblo se levante a reclamar
Que la rabia se acumula y se puede derramar
Cuando llegue ese día, ya no habrá ni un paso atrás
Si acá abajo no hay justicia, que allá arriba no haya paz

Si solo miramos, de izquierda a derecha
Nos vemos para arriba, a quienes se aprovechan
Te hacen defender falsas guerras y banderas
Pero viven de tu sed, de tu hambre y tu miseria
¿Vienen con su Dios, con su patria y su familia?
Mientras roban nuestra tierra, invaden, violan y asesinan

Esos que tienen el poder
Algo tienen que comprender
Que si los hacemos caer
Mal les sale saber correr

Cuando la injusticia, no se condena
La violencia, es legítima defensa
Cuando la injusticia, no se condena
La violencia, es legítima defensa
Cuando la injusticia, es la que gobierna
La revolución, es legítima defensa
Ante la injusticia, somos resistencia
Lucha justicista, segunda independencia

Justicista

Policiais brutamontes, cães mercenários
Saem pra morder quem paga o salário deles
Te batem se você é pobre, estudante ou aposentado
Mas fazem vista grossa se você é narco ou empresário
A esses vendilhões da pátria, que tomam conta do estado
Vocês não são reis, são empregados
Levantamos esses dedos e cantamos essa canção
Que um povo que acorda não tolera seus tiranos

Que não dá pra chegar no fim do mês, que o aluguel tá vencendo
Mais um pro banco que eu devo, já não sei o que fazer
Os grandes investimentos não enchem minha geladeira
E a macroeconomia não chega na minha carteira
A inflação sobe, a pressão também
Se não prestarem atenção, vai rolar uma explosão

Esses que têm o poder
Precisam entender
Que se os fazemos cair
Mal vai ser saber correr

Se continuam negando futuro e dignidade
Se continuam tirando nosso direito e liberdade
Não reclamem quando o povo se levantar pra exigir
Que a raiva se acumula e pode transbordar
Quando chegar esse dia, não vai ter volta
Se aqui embaixo não tem justiça, lá em cima não vai ter paz

Se só olhamos, de esquerda a direita
Vemos pra cima, quem se aproveita
Te fazem defender guerras e bandeiras falsas
Mas vivem da sua sede, da sua fome e da sua miséria
Vêm com seu Deus, com sua pátria e sua família?
Enquanto roubam nossa terra, invadem, violentam e matam

Esses que têm o poder
Precisam entender
Que se os fazemos cair
Mal vai ser saber correr

Quando a injustiça não é condenada
A violência é legítima defesa
Quando a injustiça não é condenada
A violência é legítima defesa
Quando a injustiça é quem governa
A revolução é legítima defesa
Diante da injustiça, somos resistência
Luta justicista, segunda independência

Composição: Anahi Troche, Daniel Echeverría, Neike