Quando o corpo adormece
E a noite se ajoelha
A alma
Alada beija-flor
Ao céu se lança!
Nas sombras do repouso
A essência é centelha
Mas o espírito ascende
Livre em sua dança
Estrelas
Como círios no véu do firmamento
Se acendem
É o alvorecer da consciência!
E o sonho
Clarim do eterno pensamento
Rompe as grades
Do ser e voa em existência
Oh! No silêncio imponente
Do sono profundo
A alma liberta
Eleva-se além do mundo
Ela não vagueia: Voa, arde e ensina!
Enquanto repousa
O corpo em leito fatal
O espírito sobe num trilho imortal
E beija os astros
Como um anjo que alucina!