Aux Serres de la Mélancolie
Aux Serres de la Mélancolie
Pendu à l'arbre de mes torts
Mon corps flasque secoué par la pluie
Étouffé par les peurs jusqu'alors
Au serres glacé de ma mélancolie
Rapaces aux cimes des arbres
Voyez les éclats d'un monde en cendre
Contempler les ruines d'un royaume
D'un rêve qui au néant fût réduit
Balancé par le vent sordide
Mon corps s'imbibe de tristesse
De ses gouttes s'écoule mes peines et malheurs
Et tous ces moments se perdront dans l'oubli
Tel nos larmes dans la pluie
Nos corps desséchés retourneront à la poussière
Dans laquelle leur rêve fût enfouis
Sous le sombre ciel orageux
Les éclairs hurlent leurs chagrins
Illuminant les creux chemins
Où les pleurs résonnent sans fin
Pendu à l'arbre de mes torts
Mon corps flasque secoué par la pluie
Marqué de plaies noircies
œuvre inachevée des serres de ma mélancolie
Nas Garras da Melancolia
Nas garras da melancolia
Pendurado na árvore dos meus erros
Meu corpo flácido sacudido pela chuva
Sufocado pelos medos até então
Nas garras geladas da minha melancolia
Rapinantes no topo das árvores
Vejam os estilhaços de um mundo em cinzas
Contemplando as ruínas de um reino
De um sonho que ao nada foi reduzido
Balanceado pelo vento sórdido
Meu corpo se embebeda de tristeza
De suas gotas escorrem minhas dores e desgraças
E todos esses momentos se perderão no esquecimento
Como nossas lágrimas na chuva
Nossos corpos ressecados voltarão à poeira
Na qual seus sonhos foram enterrados
Sob o sombrio céu tempestuoso
Os relâmpagos gritam suas mágoas
Iluminando os caminhos vazios
Onde os choros ressoam sem fim
Pendurado na árvore dos meus erros
Meu corpo flácido sacudido pela chuva
Marcado por feridas enegrecidas
Obra inacabada das garras da minha melancolia