395px

Contigo

Niña Pastori

Contigo

Yo no quiero un amor civilizado,
Con recibos y escena del sofá;
Yo no quiero que viajes al pasado
Y vuelvas del mercado
Con ganas de llorar.

Yo no quiero vecínas con pucheros;
Yo no quiero sembrar ni compartir;
Yo no quiero catorce de febrero
Ni cumpleaños feliz.

Yo no quiero cargar con tus maletas;
Yo no quiero que elijas mi champú;
Yo no quiero mudarme de planeta,
Cortarme la coleta,
Brindar a tu salud.

Yo no quiero domingos por la tarde;
Yo no quiero columpio en el jardin;
Lo que yo quiero, corazón cobarde,
Es que mueras por mí.

Y morirme contigo si te matas
Y matarme contigo si te mueres
Porque el amor cuando no muere mata
Porque amores que matan nunca mueren.

Yo no quiero juntar para mañana,
No me pidas llegar a fin de mes;
Yo no quiero comerme una manzana
Dos veces por semana
Sin ganas de comer.

Yo no quiero calor de invernadero;
Yo no quiero besar tu cicatriz;
Yo no quiero parís con aguacero
Ni venecia sin tí.

No me esperes a las doce en el juzgado;
No me digas volvamos a empezar;
Yo no quiero ni libre ni ocupado,
Ni carne ni pecado,
Ni orgullo ni piedad.

Yo no quiero saber por qué lo hiciste;
Yo no quiero contigo ni sin ti;
Lo que yo quiero, muchacha de ojos tristes,
Es que mueras por mí.

Y morirme contigo si te matas
Y matarme contigo si te mueres
Porque el amor cuando no muere mata
Porque amores que matan nunca mueren.

Contigo

Eu não quero um amor civilizado,
Com recibos e cena de sofá;
Eu não quero que você viaje pro passado
E volte do mercado
Com vontade de chorar.

Eu não quero vizinhas com panelas;
Eu não quero plantar nem compartilhar;
Eu não quero quatorze de fevereiro
Nem aniversário feliz.

Eu não quero carregar suas malas;
Eu não quero que escolha meu shampoo;
Eu não quero mudar de planeta,
Cortar meu cabelo,
Brindar à sua saúde.

Eu não quero domingos à tarde;
Eu não quero balanço no jardim;
O que eu quero, coração covarde,
É que você morra por mim.

E eu morrer contigo se você se matar
E me matar contigo se você morrer
Porque o amor quando não morre mata
Porque amores que matam nunca morrem.

Eu não quero juntar pra amanhã,
Não me peça pra chegar no fim do mês;
Eu não quero comer uma maçã
Duas vezes por semana
Sem vontade de comer.

Eu não quero calor de estufa;
Eu não quero beijar sua cicatriz;
Eu não quero Paris com chuva
Nem Veneza sem você.

Não me espere às doze no tribunal;
Não me diga pra recomeçar;
Eu não quero nem livre nem ocupado,
Nem carne nem pecado,
Nem orgulho nem piedade.

Eu não quero saber por que você fez isso;
Eu não quero com você nem sem você;
O que eu quero, garota de olhos tristes,
É que você morra por mim.

E eu morrer contigo se você se matar
E me matar contigo se você morrer
Porque o amor quando não morre mata
Porque amores que matam nunca morrem.

Composição: