Naquela noite, naquela noite
Que me tiraram o que é meu
E eu nem vi quem me prendeu
Naquela noite
Estava a ir embora, e a noite ficou fria
Ouvia o meu nome, mas nada sentia
E se eu tivesse ficado só menos uma hora
Talvez também não fosse aquilo que eu sou agora
Para, para, para, para, para
Eu gosto de ópera, mas somos ciganinhos e vamos pandigar um bocadinho
Abre uma cerveja
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Porque tenho medo
À casa do Ti Marinho
Tem navalhas e pistolas
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Porque tenho medo
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Porque tenho medo
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Porque tenho medo
À casa do Ti Marinho
Tem navalhas e pistolas
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Porque tenho medo
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Eu não vou lá, não vou lá, não vou lá
Porque tenho medo
O tempo ensinou
A ver a vida a cor
Trouxe-me até onde estou
E se eu pudesse, eu não mudaria nada
O tempo tornou-me em quem sou