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O País dos Sonhos

Nocturnia

El País de los Sueños

En el País de los Sueños, entre deseos olvidados,
una iglesia se derrumba llevándose a los alados,
ángeles hacia la tumba, cripta de los desterrados
que no tienen ningún dueño que no les haya soñado.

Los rezos de nada valen, ha muerto lo suplicado,
columnas como losas sepultan lo predicado
mientras del suelo nacen gusanos que han devorado
de sus costillas las rosas han dejado los clavos.

Sangre brota desde mi rabia
Late y muere toda mi mente

El dinero de la Iglesia que alimenta su prelados
a costa de los mendigos del paraíso prestado,
han recibido el castigo de ser en lujos gastado,
ha recibido la amnesia en olvido ha transmutado.

Azuza la penitencia al cura desencaminado
que ha olvidado su camino ¿sus sueños donde han quedado?
¿y su manchada conciencia?¿y el perdón de sus pecados?
donde no deviene el vino la sangre de lo sagrado

O País dos Sonhos

No País dos Sonhos, entre desejos esquecidos,
uma igreja desmorona levando os alados,
anjos rumo à cova, cripta dos desterrados
que não têm nenhum dono que não os tenha sonhado.

As rezas não valem nada, morreu o que foi suplicado,
colunas como lajes sepultam o que foi pregado
enquanto do chão nascem vermes que devoraram
as rosas de suas costelas, deixaram os cravos.

Sangue brota da minha raiva
Bate e morre toda a minha mente

O dinheiro da Igreja que alimenta seus prelados
a custa dos mendigos do paraíso emprestado,
receberam o castigo de serem em luxos gastos,
receberam a amnésia, em esquecimento se transmutaram.

Aumenta a penitência ao padre desencaminhado
que esqueceu seu caminho, onde ficaram seus sonhos?
E sua consciência manchada? E o perdão de seus pecados?
Onde não se torna o vinho, o sangue do sagrado.

Composição: