Sangre de Indio
Por las venas de mi padre me corre la sangre también como a mí
Sangre del indio que calla que llora que ama y que sabe sufrir
El indio aquel que mi madre amó porque sabe que es un hombre fiel
Gracias a Dios que es mi padre y que yo he heredado ser indio como él
Entre espinas de nopales crecieron mis padres y ahí nací yo
Y entre la sierra mi madre soñaba con darme una vida mejor
Ya no vivo entre tanta pobreza vivo como mi padre soñó
No ambiciono tampoco riqueza la sangre de indio que traigo es mejor
La piel de bronce que traigo es herencia de mi padre
Y este corazón que tengo este me la dio mi madre
Los dos me dieron cariño los dos me dieron su sangre
Y gracias a Dios que he nacido un indio como mi padre
Mis hermanos también llevan la sangre de indio como llevó yo
Sangre que pintó la tierra la tierra que tanto mi padre labró
Dejó mi padre la sierra mi madre llorando tras el caminó
Dejaron todo por darme lo que ya más tarde la vida me dio
Ya no vivo entre tanta pobreza vivo como mi padre soñó
No ambiciono tampoco riqueza la sangre de indio que traigo es mejor
Sangue de Índio
Pelas veias do meu pai corre a sangue também como a minha
Sangue do índio que cala, que chora, que ama e que sabe sofrer
Aquele índio que minha mãe amou porque sabe que é um homem fiel
Graças a Deus que é meu pai e que eu herdei ser índio como ele
Entre espinhos de cactos cresceram meus pais e aí nasci eu
E entre a serra minha mãe sonhava em me dar uma vida melhor
Já não vivo em tanta pobreza, vivo como meu pai sonhou
Não ambiciono também riqueza, o sangue de índio que trago é melhor
A pele bronzeada que trago é herança do meu pai
E este coração que tenho, este me deu minha mãe
Os dois me deram carinho, os dois me deram seu sangue
E graças a Deus que nasci um índio como meu pai
Meus irmãos também levam o sangue de índio como eu levei
Sangue que pintou a terra, a terra que tanto meu pai labrou
Deixou meu pai a serra, minha mãe chorando atrás do caminho
Deixaram tudo pra me dar o que mais tarde a vida me deu
Já não vivo em tanta pobreza, vivo como meu pai sonhou
Não ambiciono também riqueza, o sangue de índio que trago é melhor
Composição: Jose A. Rodriguez