Distances
This dreary darkened sky
in which I float benumbed
into my Enola-gay filled with ambitions failed
and when it will collide with the towers of madness
I'll fall off to the ground
hope will flow out from my wounds
some unfit dog shall spell a tear of grief
Far at east, by the silky way
the mirage of a forgotten town rescuse me
in storms religions lost and empty sanctuaries
I let my body being slowly buries along other fools
To the silence we belong,
and the silence in this wilderness throve
the Via Crucis across the Dead Sea
then caught in Samarkand bazaar dream
No, don't search for me at North
where the nonsense of my frienzied notes lead
as now I am the Czar
In sleep I spread my veils
as day is much too harsh to sail
while dream are bright and manifold
Distâncias
Esse céu escuro e sombrio
no qual flutuo entorpecido
na minha Enola Gay cheia de ambições frustradas
e quando colidir com as torres da loucura
vou despencar no chão
esperança vai jorrar das minhas feridas
algum cachorro imundo vai soletrar uma lágrima de dor
Lá longe, a leste, pelo caminho sedoso
a miragem de uma cidade esquecida me resgata
em tempestades, religiões perdidas e santuários vazios
deixo meu corpo ser lentamente enterrado junto a outros tolos
Ao silêncio pertencemos,
e o silêncio nesta selva prospera
a Via Crucis pelo Mar Morto
então preso no sonho do bazar de Samarcanda
Não, não me procure no Norte
onde o nonsense das minhas notas frenéticas leva
pois agora sou o Czar
Enquanto durmo, espalho meus véus
pois o dia é duro demais para navegar
enquanto os sonhos são brilhantes e variados
Composição: Carmelo Orlando