Interludio Miro
Escribo un interludio
Pa dedicar y agradecer
Porque gracias a este ser
Explota un Vesubio
Con el que puedes conocer
Lo que hago en su espacio
Lo tengo como gimnasio
Para entrenar mis letras
Que nos salvan del naufragio
Tu rancho es mi estudio
Y esta letra será tuya
Aquí crece novilunio
Y no habrá quien lo destruya
Boté el sueño con sonido
Frunzo el ceño siendo ágil
Así lo único frágil
Es quedarte convencido
Mueva rápido el cerebro
Como yo este mástil
Aquí nada se quiebra
Pues estamos ante el margen
Amo hacer esto
Veo al resto y detesto
Que no sean honestos
Juzgando sin escuchar
Y poniendo pretexto
El sonido modesto
Que hoy está en mi huerto
Nunca te lo ofrezco
Si eres como un desierto
Yo soy novilunio
Artista de verano
Ante infortunios
Ataco, lucho y gano
Por lo que no he escrito
Por si no medito
Por si hay ritos
Que aún no grabo
Digo lo fortuito
Que hay en este rap
Es que aún no acabo
Quieres verme feliz
Agradécele a la música
Porque su raíz
Es de fibra única
Yo lo expreso con esto
Cuando bien lo hago
Impregno sangre en un texto
Sin derramar un trago
Saco brillo a mi puesto
Pero, sin embargo
Del nunca me largo
Si música respiro
Si discos devoro
Es porque aquí tiro
Fuerte barras como un toro
Mi cuello hace bailes
Y con sonido lo giro
Retiro negativos
A la frecuencia de un suspiro
Grabo en el rancho de Miro
En el mismo me inspiro
Mientras la rima estiro
Llenando todo el papiro
Interlúdio Miro
Escrevo um interlúdio
Pra dedicar e agradecer
Porque graças a esse ser
Explode um Vesúvio
Com o qual você pode conhecer
O que faço no seu espaço
Eu tenho como academia
Pra treinar minhas letras
Que nos salvam do naufrágio
Seu rancho é meu estúdio
E essa letra será sua
Aqui cresce novilúnio
E não haverá quem destrua
Joguei o sonho com som
Franzo a testa sendo ágil
Assim, o único frágil
É ficar convencido
Movimente rápido o cérebro
Como eu esse mastro
Aqui nada se quebra
Pois estamos à margem
Amo fazer isso
Vejo o resto e detesto
Que não sejam honestos
Julgando sem escutar
E colocando pretexto
O som modesto
Que hoje está no meu quintal
Nunca te ofereço
Se você é como um deserto
Eu sou novilúnio
Artista de verão
Diante dos infortúnios
Ataco, luto e ganho
Pelo que não escrevi
Caso eu não medite
Caso haja ritos
Que ainda não gravo
Falo do fortuito
Que há nesse rap
É que ainda não acabei
Quer me ver feliz?
Agradeça à música
Porque sua raiz
É de fibra única
Eu expresso isso
Quando faço bem
Imprimo sangue em um texto
Sem derramar um gole
Dou brilho ao meu posto
Mas, no entanto
Do nunca eu não saio
Se respiro música
Se devoro discos
É porque aqui jogo
Barras fortes como um touro
Meu pescoço faz danças
E com som eu giro
Retiro negativos
À frequência de um suspiro
Gravo no rancho do Miro
No mesmo me inspiro
Enquanto estico a rima
Preenchendo todo o papiro
Composição: Leymar Chavarría (Novilunio)