Quatro vozes na mente a chamar
Como se fossem parte do que sou
Medo que prende ao amanhã
Culpa que me afunda no que ficou
São correntes sutis, difíceis de ver
Projetadas para me conter
Mas algo em mim grita a verdade
Há vozes clamando por liberdade
Eu sou mais que as correntes
Sou a luz que rompe o véu
Medo, culpa, apego, indignação
Não são meu céu nem chão
Eu vejo agora, sei o que me guia
Além das emoções, a alma brilha
Apego trava, segura o que deve ir
Ilusão de eternidade que precisa seguir
Indignação consome, parece lutar
Roubando a essência, me traz pesar
Não, essas linhas não são minhas
São ecos de algo em ruínas
Os textos antigos me revelaram
Que eu sou faísca, e a prisão, um engano
Eu sou mais que as correntes
Sou a luz que rompe o véu
Medo, culpa, apego, indignação
Não são meu céu nem chão
Eu vejo agora, sei o que me guia
Além das emoções, a alma brilha
Seres que não conheço projetaram o que eu não sou
Por séculos de silêncio, verdades se apagou
Mas nomear é libertar, é enxergar
Eu retiro essa força, começo a respirar
Medo? Não é meu
Culpa? Não nasceu
Apego? Se desfaz
Indignação? Paz
Eu sou mais que as correntes
Sou a luz que rompe o véu
Medo, culpa, apego, indignação
Não são meu céu nem chão
Eu vejo agora, sei o que me guia
Além das emoções, a alma brilha
Sento no silêncio, observo a prisão
Descubro a faísca, retorno à criação
Eu sou o observador, não o observado
Nos véus que caem, sou libertado