No chão do silêncio, pilares tremem
No peito, o vulcão resiste e ferve
Lá dentro, no covil da sombra, eu sei
Há ecos de guerras que nunca enfrentei
Os gritos vazios rasgam o ar
Costurando abismos onde não há lar
Mas as faíscas que queimam e ardem assim
Guardam a força de superação sobre mim
Chamas dançam no labirinto
Mas é no calor que eu me sinto
Do reflexo desse fogo, vem a lição
Não sou a ira, sou a transformação
Olhe as cinzas, ouça o vento
Na tormenta, mora o ensinamento
Entre o ódio e a razão, há um farol
Eu serei a luz depois do Sol
As tempestades vêm sem avisar
E dentro de nós, trovoadas a gritar
Raízes se quebram, folhas caem
E o solo sabe quando mãos falham
Já fui pedra lançada sem direção
Já feri com palavras em combustão
Mas o espelho na calma refletiu
A fúria que me prendia, também me construiu
Chamas dançam no labirinto
Mas é no calor que eu me sinto
Do reflexo desse fogo, vem a lição
Não sou a ira, sou a transformação
Olhe as cinzas, ouça o vento
Na tormenta, mora o ensinamento
Entre o ódio e a razão, há um farol
Eu serei a luz depois do Sol
Se o peito gritar em desespero
Escuto em silêncio e sem medo
Na chama que consome, há renascer
Quem queima por dentro, aprende a viver
A revolta é força que não encontrou fim
Mas posso guiá-la para outro jardim
Onde o fogo aquece ao invés de ferir
E o que era revolta, aprende a florir
Chamas dançam no labirinto
Mas é no calor que eu me sinto
Do reflexo desse fogo, vem a lição
Não sou a ira, sou a transformação
Olhe as cinzas, ouça o vento
Na tormenta, mora o ensinamento
Entre o ódio e a razão, há um farol
Eu serei a luz depois do Sol