Eu não pertenço a esse lugar
Procuro ar pra respirar nessa cela
Pra bem longe daqui
Um novo abrigo encontrei
Mas a praga insiste em me seguir
Como um castigo não quer parar
Foi roubada de mim minha realidade
Existe algo entre o bem e a verdade
No escuro dos teus olhos
Vejo mentiras e vaidade
Mas sinto essa dualidade
Nas profundezas que eu me encontrei
Essas memórias póstumas, escondi
Nas profundezas do nosso jardim
Só eu sei cada medo e cada um dos seus desejos
Por isso é tão suja e obscena desse jeito
Pra combinar que vejo no espelho
No reflexo d'água, percebi o que eu me tornei
Leve os seus segredos até o túmulo, mas preciso de ti
Almas sujas sem valor nenhum
Pra combinar com a sua
Eu sou praga ou eu sou a cura?
Quem decide isso tem pavio curto
E tá pendurado na minha cintura
O suor se mistura com a sede
E por mim, derrete, não é mais o mesmo
Oh, nesse jardim, eu plantei ilusão
E colhi pedaços da minha alma e do meu coração
Escuto passos no escuro
Mas ninguém vem me buscar
Então eu corto os laços
Mas os refaço pra ninguém abandonar
O vento sopra promessas antigas
E o chão ferve com lembranças de nossas vidas
O vermelho é lindo, mas cruel
Faz da pele, folha, e cortou como se fosse só mais um papel
Essas memórias póstumas escondem
Só eu sei cada medo e cada um dos seus desejos
Pra combinar com o mal que vejo no espelho
Pra combinar com almas tão sujas desse jeito
Essas memórias póstumas, escondi
Nas profundezas do nosso jardim
Só eu sei cada medo e cada um dos seus desejos
Por isso é tão suja e obscena desse jeito
Pra combinar que vejo no espelho
No reflexo d'água, percebi o que eu me tornei
Leve os seus segredos até o túmulo, mas preciso de ti
Almas sujas sem valor nenhum
Pra combinar com a sua