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Telefeixismo

Obrint Pas

Telefeixisme

On està l'enemic, on està?
I on estan les panxes plenes de destins?
I on estan les panxes plenes de destins?

La ràbia ens creix i és l'única defensa
per combatre l'odi, la seua violència;
violència en forma de mitjans i grans empreses,
maquinària del sistema, del consum en sèrie.

La publicitat ens porta a un món fantàstic,
els anuncis ens borren i ens mengen tot el crani.
La pantalla ens xucla i ens desfà en mil pedaços,
convertint-nos en soldats de l'imperi del telediari.

Telefeixisme,
ets a dins, ets al fons de l'abisme!
Neoespanyolisme!

Agenolla't ràpid contra la paret,
jo et rebente la cara i tu m'ensenyes el carnet.
Interpretem les imatges que ens ensenya la TV,
i entre els seus mil canals diluïm la nostra ment.

Un ball de pals colpejant la teua pell,
pilotes de goma que et disparen al cervell,
condemnats a viure empresonats al Telenotícies,
que ens tortura tots i cadascun dels nostres dies.

Telefeixisme,
ets a dins, ets al fons de l'abisme!
Neoespanyolisme!

Quan confons
els batecs del teu cor amb els trets
d'una Kalashnikov,
alguna cosa estarà passant,
estigues preparat.
Si el teu cor cada cop batega més fort,
espera el senyal,
freda suor, dolça amargor...
cal que estigues,
cal que estigues,
cal que et mantingues...
ben fort!

Telefeixismo

Onde está o inimigo, onde está?
E onde estão as barrigas cheias de destinos?
E onde estão as barrigas cheias de destinos?

A raiva cresce em nós e é a única defesa
para combater o ódio, a sua violência;
violência em forma de mídias e grandes empresas,
máquina do sistema, do consumo em série.

A publicidade nos leva a um mundo fantástico,
os anúncios nos apagam e nos devoram a cabeça.
A tela nos suga e nos despedaça em mil pedaços,
transformando-nos em soldados do império do telejornal.

Telefeixismo,
você está dentro, você está no fundo do abismo!
Neoespanholismo!

Ajoelhe-se rápido contra a parede,
eu te estourar a cara e você me mostra a identidade.
Interpretamos as imagens que a TV nos mostra,
e entre seus mil canais diluímos nossa mente.

Uma dança de bastões batendo na sua pele,
bolas de borracha que disparam na sua cabeça,
condenados a viver aprisionados no Jornal Nacional,
que nos tortura todos e cada um dos nossos dias.

Telefeixismo,
você está dentro, você está no fundo do abismo!
Neoespanholismo!

Quando confundimos
os batimentos do seu coração com os tiros
de uma Kalashnikov,
algo estará acontecendo,
esteja preparado.
Se seu coração bate cada vez mais forte,
espera o sinal,
suor frio, doce amargor...
é preciso que você esteja,
é preciso que você esteja,
é preciso que você se mantenha...
bem forte!

Composição: