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Canção Chinesa

Odoardo Spadaro

Canzone Cinese

Per l'esposizione di Roma del 1942
tutti gli artisti sono scritturati
nei vari padiglioni.

Siccome io appartengo al cosidetto
reparto Arte Varia, ed avendo gironzolato
e gironzolando sempre per il mondo,
ho avuto una missione speciale,
cioè a dire, io dovrò cantare
in genere nei padiglioni stranieri ed in
particolare in quelli estremo-orientali.

Però la commissione degli impresari mi ha
dato questo avvertimento, mi ha detto:
"Spadaro, quando voi canterete nei
padiglioni orientali, cantate pure
canzoni orientali, ma confermate
sempre uno stile romano.
Siamo a Roma e devono capir tutti"

"Giustissimo, adesso sto preparando
il repertorio. Se per esempio un giorno
riceverò il biglietto di servizio
per il padiglione cinese, io ho
preparato una canzoncina cinese
con una leggera tintarella romana.
Eccola quà"

Questa storiellina è cinese,
è successa proprio a Pechin
tra una Musmè tanto cortese
ed un Mandarino, Mandarino.

Si chiamava "Ali Mort" e lei
rispondeva al nome "Chi Senè",
si vedevan spesso, amici miei,
e un bel dì lüi disse "Ascolta me".

"Ali Mort, Ali Mort,
chi ti parla è Ali Mort".
"Taci, taci, taci", lei rispodeva,
"il tuo amor mi confonde".

"Io con te, sono un Re,
credi cara Chi Senè,
freme, freme, freme,
il mio cuor per te".

Furon visti un giorno per Shangai
dal cugino, il trence Che Tepò,
alla coppia dette molti guai
quel fatale incontro, tale incontro.

Disse lui: "Chi sei tu, uomo o pollo?"
Lui rispose: "Sono un Mandarin,
ma piuttosto tu chi sei, o geloso!"
Disse lui: "Sono il cugin".

"Io sono Che Tepò, Che Tepò,
chi ti parla è Che Tepò.
Fino a quando deve arrivar verso me
la tua gran confidenza?"

"Chi Senè, credi a me
io solo amo te, sol te".
Ali Mort a quella scio.. Chi Senè, fre..
e mette il piè.

Canção Chinesa

Para a exposição de Roma de 1942
todos os artistas estão contratados
nos vários pavilhões.

Como eu pertenço ao chamado
setor de Artes Variadas, e tendo andado
e sempre vagando pelo mundo,
eu tive uma missão especial,
ou seja, eu vou cantar
geralmente nos pavilhões estrangeiros e em
particular nos pavilhões do extremo-oriente.

Mas a comissão dos empresários me deu
este aviso, me disse:
"Spadaro, quando você cantar nos
pavilhões orientais, cante também
canções orientais, mas mantenha
sempre um estilo romano.
Estamos em Roma e todos devem entender."

"Perfeitamente, agora estou preparando
o repertório. Se por exemplo um dia
receber o bilhete de serviço
para o pavilhão chinês, eu já tenho
preparada uma cançãozinha chinesa
com um leve toque romano.
Aqui está."

Essa historinha é chinesa,
aconteceu lá em Pequim
entre uma Musmè tão cortês
e um Mandarim, Mandarim.

Ele se chamava "Ali Mort" e ela
respondia pelo nome "Chi Senè",
e eles se viam com frequência, amigos meus,
e um belo dia ele disse "Escuta aqui".

"Ali Mort, Ali Mort,
quem te fala é Ali Mort."
"Cala a boca, cala a boca, cala a boca", ela respondia,
"teu amor me confunde."

"Eu com você, sou um Rei,
acredite, querida Chi Senè,
freme, freme, freme,
meu coração por você."

Foram vistos um dia em Xangai
pelo primo, o traste Che Tepò,
aquela dupla deu muitos problemas
com aquele encontro fatídico, tal encontro.

Ele disse: "Quem é você, homem ou frango?"
Ele respondeu: "Sou um Mandarim,
mas e você, quem é, ciumento?"
Ele disse: "Sou o primo."

"Eu sou Che Tepò, Che Tepò,
quem te fala é Che Tepò.
Até quando vai chegar até mim
sua grande confiança?"

"Chi Senè, acredite em mim,
eu só amo você, só você."
Ali Mort a essa... Chi Senè, fre...
e põe o pé.

Composição: