Inocencia
Tu voz me sigue en los pasillos
Tu sombra acecha tras los vidrios
Preguntas si tengo a alguien
¿Te crees con derecho a decidirlo?
Camino por salidas
Porque tus ojos son trampas encendidas
¡No me autorices, no me poseas!
¡No soy tu historia, ni tu condena!
Me ves caer, finges que no
Yo solo evito la puerta del horror
Cada día, la misma escena
Mi rabia mordiendo la cadena
Te ríes, el mundo calla
¡Qué linda la justicia cuando no hace nada!
¡Injusticia!
¡La veo en sus caras vacías!
El miedo se sienta a mi lado
¡Y a nadie le importa todavía!
No busco venganza
Solo que el silencio se pudra en la garganta
¡No me autorices, no me poseas!
¡No soy tu historia, ni tu condena!
Me ves caer, finges que no
Y el horror aún respira conmigo
Inocência
Sua voz me segue pelos corredores
Sua sombra espreita atrás dos vidros
Pergunta se tenho alguém
Você se acha no direito de decidir isso?
Caminho por saídas
Porque seus olhos são armadilhas acesas
Não me autorize, não me possua!
Não sou sua história, nem sua condenação!
Você me vê cair, finge que não
Eu só evito a porta do horror
Todo dia, a mesma cena
Minha raiva mordendo a corrente
Você ri, o mundo fica em silêncio
Que linda a justiça quando não faz nada!
Injustiça!
Eu vejo nos rostos vazios!
O medo se senta ao meu lado
E a ninguém ainda importa!
Não busco vingança
Só quero que o silêncio apodreça na garganta
Não me autorize, não me possua!
Não sou sua história, nem sua condenação!
Você me vê cair, finge que não
E o horror ainda respira comigo
Composição: Javier Andrés Cordero