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ANONIMATO NA ESCOLTA

Ópio165

Amor da noite
Sei que é arriscado
Densa a neblina
É o mar sem fim
Sem ganhos depois das percas
É superado os motins
Nos confins, tô encontrado

Eu vim do zero, sem recurso
Zona norte em novo curso
É incolor, só o corte pálido
Descalço anonimato
Porque que teve?
Assim que ser
Na adrenalina, filho
Olha, Lua, lindo brilho

Ao reflexo que é da água
Eu paro e peso nesse ponto
O que faria? Limparia toda mágoa?

No anonimato, desacato
E o descaso vem de encontro
Coração tá congelado
Eu me encontro aqui
Será que o destino
Não deixou evoluir?
Mudo o rumo, mó saudade, um consumo

É junto mar, o resultado
Então me deixe ir
Cuidado com seus passos
Difícil é se levantar
Muito fácil aqui cair

Passos maus dados
Foi feito
Não foi mel
Descaso do céu
Cai uma lágrima
Formado o réu
Curado em água que é salgada
Enquanto ninguém observa
Eu degusto fel na madrugada

Tempestade que revolta
Na escolta
Energia, colisão de dias
Esperança foda, é o medo
Que não me alcança
Em outra lança
Sabe como é? Na ponta

Eu vou fazendo
(Sabe)
Como sem escolta?
O caminho solo
Do navegante
Um retrato que retoma a proa
Apneia sem snorkel

Em meio ao vento forte
Águas turvas
Curvas na serra
Preservação que nada!
Então já era
E a aprovação é o testamento
Ciclo que não se encerra!
E seja o que Deus quiser

Composição: Ópio165, Filipe Vasciaveo Zanco