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A Beleza Irreverente

Orakle

La Beauté Déraisonnée

UNREASONING BEAUTY

Childhood erased, adolescence overwhelmed
Far from adulthood, fleed by the old age...

I am not reason
I am un-reason

In a maleficent game, devoid of morals
An illogical yet vital game

Your asceticism shapes my vices
You, pale inquisitors of my nights !

I admire, I implore, I adore
Free from good sense, I explore

Before the pleasure of absence
My borne sufferings dance
Revealing, through my own flesh instincts
The nihilism of Dawn...
To cross this gulf for reconstruction...

For I feel one desire
To be left with my delirium
To be left with my dreams
To be vile, sickly and mad

And even if we take our madness
For the only reason of our conscience
And even if from the heights of our hill
We mix up tears and smiles in nonsense

Take our word
Our insanity
Is beauty

A Beleza Irreverente

BELEZA IRREVERENTE

Infância apagada, adolescência sufocada
Longe da vida adulta, fugindo da velhice...

Eu não sou razão
Eu sou a irracionalidade

Em um jogo maléfico, sem moral
Um jogo ilógico, mas vital

Seu ascetismo molda meus vícios
Vocês, pálidos inquisidores das minhas noites!

Eu admiro, imploro, adoro
Livre do bom senso, eu exploro

Diante do prazer da ausência
Minhas dores nascidas dançam
Revelando, através da minha própria carne, instintos
O niilismo da Aurora...
Para atravessar este abismo em busca de reconstrução...

Pois sinto um desejo
De ficar com meu delírio
De ficar com meus sonhos
De ser vil, doentio e louco

E mesmo que levemos nossa loucura
Como a única razão da nossa consciência
E mesmo que do alto da nossa colina
Misturemos lágrimas e sorrisos em um nonsense

Acredite em nossa palavra
Nossa insanidade
É beleza

Composição: