Lo que saco de ti
Yeah
Otra vez
Tú sacas lo peor de mí sin hacer casi nada
La versión que va de sobra y en verdad no tiene espalda
Me pongo a hablar de más, se me nota la jugada
Como si al tenerte cerca se me cayera la máscara
No es lo que dices, es cómo me lo dejas
Como si vieras el cable pelado entre las cejas
Tú me lees cuando miento, yo lo noto y me revienta
Porque justo donde aprietas es donde menos me acerco
Siempre igual
Siempre igual
Otra vez
Otra vez
Tú sacas una parte que no enseño casi nunca
La que dice me da igual mientras por dentro se pregunta
La que corta antes de hundirse, la que mide lo que muestra
La que nunca va de frente cuando algo le atraviesa
Y contigo me da rabia no tenerlo tan medido
Yo que siempre llevo el gesto bien atado y dividido
Tú apareces y me cambias el idioma y el sonido
Y me obligas a escuchar lo que yo misma no he querido
No sé si esto tira
O solo desgasta
Si cuando estamos cerca
Algo se desarma
Lo que saco de ti
No sé ni si soy yo
Todo se me va
Cuando estamos los dos
Lo que saco de ti
Se me queda después
Como algo a medias
Que no sé deshacer
Otra vez
Otra vez
No está bien
Pero es
Tú me miras como si ya supieras el final
Como si todo esto fuera algo temporal
No te implicas del todo, pero tampoco te vas
Y eso es lo que hace que no lo pueda soltar
Digo que me da igual y no me da
Digo que controlo y se me va
Tú haces como que no, pero lo ves
Y eso es justo lo que no sé hacer
Eh
Eh
Díselo
Díselo
No te hagas el tranquilo que te noto de lejos
Vas midiendo cada paso pero pierdes el gesto
No es que me afecte, es que cansa el proceso
De acabar en lo mismo sin decirlo en serio
Ni contigo bien ni sin ti del todo
Pero siempre volvemos al mismo modo
Como si supiéramos cómo acaba
Pero nadie corta cuando toca
Lo que saco de ti
No me gusta decirlo
Pero cuando te vas
Se me queda el ruido
Lo que saco de ti
No sé ni qué es
Pero siempre volvemos
Aunque no esté bien
No sé si eres tú
O si ya venía así
No sé si esto suma
O me deja peor aquí
Lo que saco de ti
No lo controlo
Pero vuelve otra vez
Cuando estoy solo
Lo que saco de ti
No sé si suma
Pero cuando te vas
Todo se acumula
Otra vez
Otra vez
Se repite
Otra vez
Ya está
O que eu tiro de você
É
Mais uma vez
Você tira o pior de mim sem fazer quase nada
A versão que sobra e na verdade não tem apoio
Começo a falar demais, dá pra ver a jogada
Como se ao ter você perto, a máscara caísse
Não é o que você diz, é como você me deixa
Como se visse o fio desencapado entre as sobrancelhas
Você me lê quando minto, eu percebo e me explode
Porque justo onde você aperta é onde eu menos me aproximo
Sempre igual
Sempre igual
Mais uma vez
Mais uma vez
Você tira uma parte que quase nunca mostro
A que diz tanto faz enquanto por dentro se pergunta
A que corta antes de afundar, a que mede o que mostra
A que nunca vai de frente quando algo a atravessa
E com você me dá raiva não ter tudo tão medido
Eu que sempre mantenho a expressão bem atada e dividida
Você aparece e muda meu idioma e o som
E me obriga a ouvir o que eu mesma não quis
Não sei se isso puxa
Ou só desgasta
Se quando estamos perto
Algo se desarma
O que eu tiro de você
Nem sei se sou eu
Tudo se vai
Quando estamos os dois
O que eu tiro de você
Fica depois
Como algo pela metade
Que não sei desfazer
Mais uma vez
Mais uma vez
Não está certo
Mas é
Você me olha como se já soubesse o final
Como se tudo isso fosse algo temporário
Você não se envolve totalmente, mas também não vai
E isso é o que faz eu não conseguir soltar
Digo que tanto faz e não faz
Digo que controlo e se vai
Você faz de conta que não, mas vê
E isso é justo o que eu não sei fazer
Eh
Eh
Diga isso
Diga isso
Não finja que está tranquilo que eu te noto de longe
Você vai medindo cada passo, mas perde a expressão
Não é que me afete, é que cansa o processo
De acabar na mesma sem dizer sério
Nem com você bem, nem sem você totalmente
Mas sempre voltamos ao mesmo jeito
Como se soubéssemos como acaba
Mas ninguém corta quando é a hora
O que eu tiro de você
Não gosto de dizer
Mas quando você vai
Fica o barulho
O que eu tiro de você
Nem sei o que é
Mas sempre voltamos
Mesmo que não esteja certo
Não sei se é você
Ou se já era assim
Não sei se isso soma
Ou me deixa pior aqui
O que eu tiro de você
Não controlo
Mas volta outra vez
Quando estou sozinho
O que eu tiro de você
Não sei se soma
Mas quando você vai
Tudo se acumula
Mais uma vez
Mais uma vez
Se repete
Mais uma vez
Já era