Recordação, saudade
Da amizade que perdi assim
Se ela ao menos tenha acreditado
Que o amor de um homem dura até o fim
Sempre foi ingrata e maltrata por querer
Em qualquer parte em que ela viva
Há de saber a todo instante
O que fez de mim
Vagando sempre pela rua
A cismar à luz da Lua
Sem saber o que fazer
Mulher, mulher ingrata
Culpada desse meu viver
Ficou admirada quando, definhando, terminamos
Triste sombra da dor
E a sua imagem continua a perturbar
O fim desse infeliz, sem amor
Sempre foi ingrata e maltrata por querer
Em qualquer parte em que ela viva
Há de saber a todo instante
O que fez de mim