Vergonha
Embora eu seja fraco
Às vezes cansado
Em tempos de provação
Eu escondo meu rosto
Na balança
Me julgue por inteiro
Por favor, não me julgue
Pela minha vergonha
Em horas escuras
De confronto
Quando as palavras podem cair
Cedo demais para serem desditas
Não as confunda
Com meu verdadeiro significado
Elas são medidas
Da minha vergonha
Eu tentei
Viver a vida com humildade
Não um covarde
Não em vão
Quando minha mansidão
Me domina
Lembre-se de mim
Não da minha vergonha
Não da minha vergonha
Eu sou pequeno
E autoconsciente
Todo espelho
Reflete o grão
Julgue minha essência
Pelas minhas relações
Lembre-se de mim
Não da minha vergonha
Eu sou fraco
Às vezes cansado
Às vezes pequeno
Eu me escondo
Quando minhas horas
Estão todas contadas
Por favor, não me prenda
À minha vergonha
Eu tentei
Viver a vida com humildade
Não um covarde
Não em vão
Quando minha mansidão
Me domina
Lembre-se de mim
Não da minha vergonha
Não da minha vergonha
(repetir)