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Trancón de Livramento

Os 4 Gaudérios

Trancão de Livramento

Passei o mês em campanha desbocando aporreado
Laçando terneiro pampa e ajeitando os alambrado
Penso até em mudar de vida, me acomodar no povoeiro
Pegar uma moça direita pra deixar de ser solteiro
Escutei de relancina falarem de uma potreada
De um bailito à moda antiga, uma junção de gauchada
Esqueci do meu descanso e as canseiras de amontá
Não sei se deixo essa vida ou se ainda dá pra levar

Nas campeiradas e gineteadas eu ando louco pra me enfiá
Num trancão de livramento eu ando louco pra dançar e eu vou pegar
Uma morena cinturada que me agrada na vaneira
E num trancão bem fronteiriço eu vou macio sem fazer poeira a noite inteira

Ouvi dizer que na fronteira se dança de pé trocado
E eu preciso de um chacoalho que não seja o do aporreado
Vou deixar o pingo baio palanquiadito lá fora
Vou me enfiar salão a dentro riscando o soalho de espora
Eu não quero nem saber se vão me mandar parar
Vou me agarrar numa morena e ninguém vai me desgrudar
Vou levando tentiadito que na dança eu sou bocão
Dando bote pros pros dois lado chacoalhando num trancão

Nas campeiradas e gineteadas eu ando louco pra me enfiá
Num trancão de livramento eu ando louco pra dançar e eu vou pegar
Uma morena cinturada que me agrada na vaneira
E num trancão bem fronteiriço eu vou macio sem fazer poeira a noite inteira

Nas campeiradas e gineteadas eu ando louco pra me enfiá
Num trancão de livramento eu ando louco pra dançar e eu vou pegar
Uma morena cinturada que me agrada na vaneira
E num trancão bem fronteiriço eu vou macio sem fazer poeira a noite inteira

Trancón de Livramento

Pasé el mes en campaña, desbocado y aporreado
Lanzando terneros, ajustando el alambre
Pienso hasta en cambiar de vida, acomodarme en el pueblito
Conseguir una chica decente para dejar de ser soltero
Escuché de relancina que hablaban de una potrada
De un baile a la antigua, una mezcla de gauchada
Olvidé mi descanso y las cansadas de amontonar
No sé si dejo esta vida o si aún se puede llevar

En las campeiradas y gineteadas ando loco por meterme
En un trancón de livramento ando loco por bailar y lo voy a lograr
Una morena cinturada que me gusta en la vaneira
Y en un trancón bien fronterizo voy suave sin hacer polvo toda la noche

Oí decir que en la frontera se baila con los pies cambiados
Y necesito un meneo que no sea el del aporreado
Voy a dejar el pingo baio palanquiadito afuera
Voy a entrar al salón rasgando el suelo con la espora
No quiero ni saber si me van a mandar a parar
Voy a agarrarme de una morena y nadie me va a soltar
Voy llevando tentiadito que en la danza soy bocón
Dando saltos de un lado a otro, moviéndome en un trancón

En las campeiradas y gineteadas ando loco por meterme
En un trancón de livramento ando loco por bailar y lo voy a lograr
Una morena cinturada que me gusta en la vaneira
Y en un trancón bien fronterizo voy suave sin hacer polvo toda la noche

En las campeiradas y gineteadas ando loco por meterme
En un trancón de livramento ando loco por bailar y lo voy a lograr
Una morena cinturada que me gusta en la vaneira
Y en un trancón bien fronterizo voy suave sin hacer polvo toda la noche

Composição: Marcio Correa, Ibere Martins