Em homenagem ao Gildinho
Aqui estou novamente
Co’a bendição do carinho
E a fibra de nossa gente
Ante ao primeiro floreio
Por favor tire o chapéu
Hoje o Gildinho não veio
Foi toca um baile no céu
O patrão da divindade
Senhor do tempo e do vento
Talvez por necessidade
Deu de mão ao seu talento
E aproveitei o momento
Dum descuido do gaiteiro
Mandou buscar o parceiro
Meu irmão de sentimento
A vida, uma luz divina
Que acende lumes na terra
O verso, que dorso inclina
Ao amor que Deus descerra
Pode contar, que se aferra
A um bailisito campeiro
É a sina de gaiteiro
Que o coração desenterra
O seu jeito de campanha
Retratava na conversa
Vida, que o corpo amarfanha
A alma, volta depressa
Ante ai primeiro floreio