Cheiro de Relva
Como é bonito estender-se no verão
As cortinas do sertão, na varanda da manhã
Deixar entrar pedaços de madrugada
Sobre a colcha orvalhada dorme calma a lua irmã
Cheiro de relva traz do campo a brisa mansa
Que nos faz sentir crianças
A embalar milhões de ninhos
A relva esconde as florzinhas orvalhadas
Quase sempre abandonadas
Nas encostas dos caminhos
A juriti madrugadeira da floresta
Com seu canto abre a festa
Revoando toda a selva
O rio manso, caudaloso se agita
Parecendo achar bonita
A terra cheia de relva!
O sol vermelho se esquenta e aparece
O vergel todo agradece pelos ninhos que abrigou
Botões de ouro se desprendem de seus galhos
São as gortas de orvalho de uma note que passou
Cheiro de relva...
Cheiro de Grama
Como é bonito se esticar no verão
As cortinas do sertão, na varanda da manhã
Deixar entrar pedaços de madrugada
Sobre a colcha orvalhada dorme calma a lua irmã
Cheiro de grama traz do campo a brisa leve
Que nos faz sentir crianças
A embalar milhões de ninhos
A grama esconde as florzinhas orvalhadas
Quase sempre abandonadas
Nas encostas dos caminhos
A juriti madrugadeira da floresta
Com seu canto abre a festa
Revoando toda a selva
O rio manso, caudaloso se agita
Parecendo achar bonita
A terra cheia de grama!
O sol vermelho se esquenta e aparece
O vergel todo agradece pelos ninhos que abrigou
Botões de ouro se desprendem de seus galhos
São as gotas de orvalho de uma noite que passou
Cheiro de grama...
Composição: Dino Franco / Jose Fortuna