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Correndo pra Rua

Oskorri

Kalera noa ihesi

Ni bizi naiz baserrian
animalien erdian,
bertsotan kontatuko dizuet
mundu guztiak dakian
nola nagoen mendian
bizidunen hilobian.

Jaikitzen naiz egunero
oilarrak jo ta gero,
lanetik eta lanera beti
nola ninteke hain ero!
Kalera aldegin edo
sartuko naiz gerrillero.

Lanez banago asea
ordaina ez da luzea,
mendi goietan egonagatik
hauxe da nire leizea
emaidazu guraizea
urra dezadan haizea.

Kalera noa ihesi
neure gurdi eta guzi,
ez naiz menturaz han ere ongi
ibiliko lehendabizi,
baina ez ninteke bizi
baserrian bezain gaizki.

Agur baserriko mendi,
hil arteko urkamendi,
hiltzeko bada ere zugana
berriro itzul banendi,
mundua ez dabil ongi
edo nauzu ero haundi.

Correndo pra Rua

Eu vivo na roça
entre os animais,
vou contar pra vocês
como todo mundo sabe
como estou na montanha
no túmulo dos vivos.

Acordo todo dia
com o galo cantando,
trabalhando e indo pra lá e pra cá
como eu poderia ser tão louco!
Se eu sair pra rua ou
me tornar um guerrilheiro.

Se eu tô cansado de tanto trabalho
a recompensa não demora,
pelo fato de estar nas montanhas
este é meu abrigo.
Me dá uma tesoura
pra eu cortar o vento.

Correndo pra rua
com meu carrinho e tudo,
não vou me aventurar e achar que
vou me dar bem logo de cara,
mas não poderia viver
tão mal quanto na roça.

Adeus montanha da roça,
montanha do além,
se for pra morrer, que seja contigo
se eu voltar de novo,
o mundo não tá muito bem
ou sou eu que tô muito louco.

Composição: Xabier Amuriza