Sombra De Humo (part. Armando Garrido)
Largo a largo, tendido en él lecho
Así estoy escuchando la radio
Con la vista clavada en el techo
Y un cigarro encendido en los labios
Como ayer, vuelve a mí
La que un día
Llenara mis horas
Con sueños de amor
Sombra de humo
Es él sueño y se fuma
Ella es sombra enredada
En él humo
De este pucho
Qué lento consumo
Como a mí me consume
El dolor
Humo azul
Que en él aire de prisa
Se extinguió
Por ser dicha apagada
Tumba blanca
Montón de cenizas
De las horas felices pasadas
Sin nombrarte
Mi boca te nombra
Y en las nubes del humo
Que fumo
Van mis horas
Buscando tus horas
Y de tanto buscar
Te la llora
El pasado me envuelve
En su bruma
Y ahí esta, sin estar
Con tu amor
Sombra de Fumaça (parte. Armando Garrido)
Comprimento por comprimento, deitado na cama
É assim que eu ouço rádio
Com meus olhos fixos no teto
E um cigarro aceso nos lábios
Como ontem, volte para mim
Aquele que um dia
Preencherá minhas horas
Com sonhos de amor
Sombra de fumaça
É o sonho e é fumado
Ela é uma sombra emaranhada
Nele tem fumaça
Deste cigarro
Que consumo lento
Enquanto isso me consome
A dor
Fumaça azul
Que no ar da pressa
Foi extinto
Por ser dito extinto
Sepultura branca
Pilha de cinzas
De horas felizes passadas
Sem te nomear
Minha boca te nomeia
E nas nuvens de fumaça
O que eu fumo
Minhas horas passam
Procurando suas horas
E de tanto procurar
Ela chora por você
O passado me cerca
Em sua névoa
E lá está, sem estar lá
Com seu amor