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Mamãezinha (part. Jorge Maciel)

Osvaldo Pugliese

Mamita (part. Jorge Maciel)

El barrio desolado
Dormita silencioso
Y todo está tan triste
Que infunde hondo pesar

Y allá
Allá en el conventillo
Por el tejar ruidoso
La lluvia una gotera
Va abriendo en un hogar

Hay una enferma en cama
Que se retuerce y tose
La rubia más bonita
Que en todo el barrio vi

En tanto que la madre
Dolientemente cose
Aquella flor de angustia
Temblando le habla así

Mamita
Está noche ya no viene
Quien será que lo entretiene
O me roba su pasión

Mamita
El no verlo es mi tormento
Y en mi cruel angustia siento
Que me falla el corazón

La madre conmovida
Brindándole un consuelo
Beso su frente mustia
Y llena de ansiedad

En nombre de la enferma
Le ruega a Dios del cielo
Por la vuelta del novio
Y su felicidad

Fue inútil su plegaria
Por el dolor vencida
En brazos de la muerte
La rubia se durmió

Y mientras el malvado
Que desfloro su vida
Aquella misma noche
Con otra se caso

Mamãezinha (part. Jorge Maciel)

O bairro desolado
Dorme silencioso
E tudo está tão triste
Que infunde profunda tristeza

E lá
Lá no cortiço
Pelo telhado barulhento
A chuva, uma goteira
Vai abrindo em um lar

Há uma doente na cama
Que se contorce e tosse
A loira mais bonita
Que em todo o bairro vi

Enquanto a mãe
Dolorosamente costura
Aquela flor de angústia
Tremendo, lhe fala assim

Mamãezinha
Esta noite ele não vem
Quem será que o entretém
Ou rouba sua paixão

Mamãezinha
Não vê-lo é meu tormento
E em minha cruel angústia sinto
Que meu coração falha

A mãe comovida
Oferecendo-lhe consolo
Beija sua testa abatida
E cheia de ansiedade

Em nome da doente
Roga a Deus do céu
Pelo retorno do noivo
E sua felicidade

Foi inútil sua prece
Vencida pela dor
Nos braços da morte
A loira adormeceu

E enquanto o malvado
Que desflorou sua vida
Naquela mesma noite
Casou-se com outra

Composição: Francisco Bohigas