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Será Que…

Pablo Puyol

Serà Que…

Serà que…

Ahora te busco entre los pasillos
De mi razón
Y sólo te encuentro en los bolsillos
Del pantalón
En este regazo que ha prometido
Ser tu rincón
En estas mis manos que ahora
Son tu caparazón

Será que te has metido por casualidad
Será que ya no sé cuál era la verdad
Desde la que empezamos a ser
Yo viento y tú hoja que va a mi merced

Será que tú no eres tú
Y yo ya no soy yo
Que me he perdido
En las paredes de este cuarto
Que se parecen tanto a ti
Será que voy a seguir inventándote así
Hasta que ya no quede
Nada de tu piel,
De ti
Y nada de mí

Ahora te encuentro
Donde la magia perdió la fe
Donde el silencio se ha sometido
Al placer
Donde los secretos llevan grabado
Algún por qué
Donde las verdades se han encontrado
Sin querer

Será que en tus brazos
Ya no encuentro paz
Será que has puesto puertas a mi libertad
Desde la que empezamos a ser
Yo agua y tú boca muerta de sed

Será que tú no eres tú y yo
Ya no soy yo
Que me he perdido
En las paredes de este cuarto
Que se parecen tanto a ti
Será que voy a seguir inventándote así
Hasta que ya no quede
Nada de tu piel,
De ti
Y nada de mí

Oh, oh, oh...
Oh nada de mí
Oh nada de mí
Nada de mí

Será que tú no eres tú y yo
Ya no soy yo
Que me he perdido
En las paredes de este cuarto
Que se parecen tanto a ti
Será que voy a seguir inventándote así
Hasta que ya no quede
Nada de tu piel,
De ti

Será que tú no eres tú y yo
Ya no soy yo
Que me he perdido
En las paredes de este cuarto
Que se parecen tanto a ti
Será que voy a seguir inventándote así
Hasta que ya no quede
Nada de tu piel,
De ti
Y nada de mí

Será Que…

Será que…

Agora te procuro pelos corredores
Da minha razão
E só te encontro nos bolsos
Do meu calça
Neste colo que prometeu
Ser teu cantinho
Nessas minhas mãos que agora
São teu casulo

Será que você entrou por acaso?
Será que já não sei qual era a verdade
Desde que começamos a ser
Eu vento e você folha que vai à minha mercê

Será que você não é você
E eu já não sou eu
Que me perdi
Nas paredes desse quarto
Que se parecem tanto a você
Será que vou continuar te inventando assim
Até que não reste
Nada da sua pele,
De você
E nada de mim

Agora te encontro
Onde a magia perdeu a fé
Onde o silêncio se submeteu
Ao prazer
Onde os segredos têm gravado
Algum porquê
Onde as verdades se encontraram
Sem querer

Será que em seus braços
Já não encontro paz?
Será que você colocou portas na minha liberdade
Desde que começamos a ser
Eu água e você boca morta de sede

Será que você não é você e eu
Já não sou eu
Que me perdi
Nas paredes desse quarto
Que se parecem tanto a você
Será que vou continuar te inventando assim
Até que não reste
Nada da sua pele,
De você
E nada de mim

Oh, oh, oh...
Oh nada de mim
Oh nada de mim
Nada de mim

Será que você não é você e eu
Já não sou eu
Que me perdi
Nas paredes desse quarto
Que se parecem tanto a você
Será que vou continuar te inventando assim
Até que não reste
Nada da sua pele,
De você

Será que você não é você e eu
Já não sou eu
Que me perdi
Nas paredes desse quarto
Que se parecem tanto a você
Será que vou continuar te inventando assim
Até que não reste
Nada da sua pele,
De você
E nada de mim

Composição: