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A Tigra do Bairro

Paola Jara

La Tigra Del Caserío (part. Yenifer Mora)

Si crees que eres mi papá
Porque me casé contigo
Estás más que confundido
Y no me estés regañando
Cada vez que te den ganas
Porque es que usted no ha parido
Una hija para darle
Maltrato y palo seguido

Por otra parte, te exijo
Que a mí no me estés poniendo
Caras ni picos torcidos
Porque yo a ti no te debo
Tú sí me debes a mí
Todo el tiempo que he vivido
Cómo sirvienta sin sueldo
Pa' ganarme tu apellido

A mí no me trates mal
Ya se lo tengo advertido
Porque si yo te cobrara
Los años que te he servido
La finca, el carro y la casa
Ganado, lancha y bohío
Más el dinero que tienes
Pasarían a nombre mío

Por aguardiente no importa
Si quieres jartarte un río
Pero no vuelvas a llegar
A mi casa amanecido
Porque lo hago regresar
Por dónde mismo ha venido
Pájaro que duerme afuera
Es que en la calle ha comido

Lo que es bueno para el pavo
Es bueno para la pava
Está claro y entendido
Gústele a usted o no le guste
Pórtese bien compañero
No provoque un desafío
Porque te puede salir
El diablo por atrevido

Si piensas que me compraste
O que soy esclava tuya
No te lo creas ni dormido
Y ese maltrato verbal
Que tú me das sin motivos
Me tiene el pecho dolido
Más bien, ande derechito
Porque te tengo medido

A pesar de tu egoísmo
Cómo esposa te he cumplido
Si he cambiado es por tu culpa
Lo tienes bien merecido
Y a mí no me estés celando
Ni recostando maridos
Si tú no confías en mí
Yo en ti tampoco confío

Otra más que se gradúa
De cuaima en el pueblo mío
Ahora sí vas a saber
Que esta hembra tiene brío
Mucho cuidado si lo cortas
El filo de mi gurrufío
De aquí pa' adelante me llaman
La Tigra del Caserío

A Tigra do Bairro

Se você acha que é meu pai
Porque eu casei com você
Está mais do que confundido
E não venha me dando bronca
Toda vez que der vontade
Porque você não pariu
Uma filha pra dar
Maldade e porrada sem parar

Por outro lado, eu exijo
Que você não fique fazendo
Caras nem bocas tortas
Porque eu não te devo nada
Você sim me deve
Todo o tempo que eu vivi
Como empregada sem salário
Pra ganhar seu sobrenome

Não me trate mal
Já te avisei
Porque se eu te cobrasse
Os anos que eu te servi
A fazenda, o carro e a casa
Gado, barco e barraco
Mais o dinheiro que você tem
Passariam a ser meus

Por cachaça não tem problema
Se você quiser se embriagar
Mas não volte a chegar
Na minha casa de madrugada
Porque eu faço você voltar
Por onde mesmo veio
Pássaro que dorme fora
É porque comeu na rua

O que é bom pro galo
É bom pra galinha
Está claro e entendido
Goste você ou não
Se comporte bem, parceiro
Não provoque um desafio
Porque pode sair
O diabo por atrevido

Se você pensa que me comprou
Ou que sou sua escrava
Não acredite nem dormindo
E esse maltrato verbal
Que você me dá sem motivos
Está me deixando machucada
Melhor, ande na linha
Porque eu te tenho medido

Apesar do seu egoísmo
Como esposa eu te cumpri
Se eu mudei foi por sua culpa
Você merece bem isso
E não venha me vigiando
Nem encostando maridos
Se você não confia em mim
Eu em você também não confio

Mais uma que se forma
De mulher forte na minha cidade
Agora você vai saber
Que essa mulher tem garra
Cuidado se você corta
O fio do meu gurrufío
Daqui pra frente me chamam
A Tigra do Bairro