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De volta ao barraco

Pascual Contursi

De vuelta al bulín

Percanta que arrepentida
de tu juida
has vuelto al bulín,
con todos los despechos
que vos me has hecho, te perdoné...
Cuántas veces contigo
y con mis amigos
me encurdelé,
y en una noche de atorro
en el cotorro no te encontré.

Te busqué por todo el cuarto,
imaginándome, mi vida,
que estuvieras escondida
para darme un alegrón.
Luego vi si del ropero
la ropa ya habías quitado,
y al ver que la habías llevado
lagrimeó mi corazón.

La carta de despedida
que me dejaste al irte,
decia que ibas a unirte
con quien te diera otro amor.
La repasé varias veces
no podía conformarme
de que fueras a amurarme
por otro bacán mejor.

Recuerdo aquellos días
cuando me decías
mirándome:
Mi amor es sincero y puro,
y yo te juro
que te amaré.
Y que al darte un abrazo
en tus ojazos
lágrimas vi.
Yo no sé, vida mía
cómo has podido engrupirme así.

De volta ao barraco

Cantora, arrependida
por ter saído
voltou pro barraco,
com todos os desgostos
que você me causou, eu te perdoei...
Quantas vezes contigo
e com meus amigos
me embolei,
e numa noite de bagunça
no cotorro não te encontrei.

Te procurei por todo o quarto,
imaginando, minha vida,
que você estivesse escondida
pra me dar uma alegria.
Depois vi se do armário
a roupa já tinha tirado,
e ao ver que você tinha levado
meu coração chorou.

A carta de despedida
que você deixou ao ir embora,
dizia que ia se juntar
com quem te desse outro amor.
Li várias vezes,
não conseguia me conformar
que você fosse me trocar
por outro cara melhor.

Lembro daqueles dias
quando você me dizia
me olhando:
Meu amor é sincero e puro,
e eu te juro
que vou te amar.
E ao te dar um abraço
nos seus olhões
vi lágrimas.
Eu não sei, minha vida
como você conseguiu me enganar assim.