Dime, dime que me quieres
Todos me dijeron: "¡Quítate la venda! Eres
un capricho, eres flor de un día". Me hablaba
de amores, sueños y promesas… Sólo por
sus ojos mis ojos veían. Han pasado los
años, se ha quedado sin habla el titiritero. Y
aunque no se da cuenta yo busco su mirada
y le grito en silencio:
Dime, dime, dime… Dime que me quieres
que no vives para otra, que por mis
huesos te mueres, que le gente se
equivoca. Dime, dime que me quieres, que
yo soy tu vida entera, calla a esos que me
hieren o me moriré de pena. Dime que me
quieres, dime que me quieres, dime que
me quieres aunque no lo sientas.
Ya no hay caricias, se murió el deseo y yo
sin embargo le sigo esperando. A veces me
acuerdo cuando me dijeron: "¡Quítate la
venda!" y yo no hice caso. Cuando coge mi
mano se me olvida su olvido y reviven mis
flores. Y lo miro y me acuerdo cuando era
flor de un día y me hablaba de amores.
Dime, dime, dime…
Diga, diga que me ama
Todos me disseram: "Tira essa venda! Você é
um capricho, é flor de um dia". Ele falava
sobre amores, sonhos e promessas… Só por
seus olhos meus olhos viam. Já se passaram os
años, o bonequeiro ficou sem palavras. E
ainda que não perceba, eu busco seu olhar
e grito em silêncio:
Diga, diga, diga… Diga que me ama
que você não vive por outra, que por meus
ossos você se mata, que as pessoas se
enganam. Diga, diga que me ama, que
sou sua vida inteira, cale aqueles que me
ferem ou eu vou morrer de dor. Diga que me
ama, diga que me ama, diga que me ama
mesmo que não sinta.
Já não há carícias, o desejo morreu e eu
entretanto sigo esperando. Às vezes me
lembro quando me disseram: "Tira essa
venda!" e eu não dei ouvidos. Quando ele pega minha
mão, esqueço seu esquecimento e minhas
flores renascem. E eu olho pra ele e me lembro
quando era flor de um dia e ele falava de amores.
Diga, diga, diga…