No solo rachado a vela enfuna
Corre, solta a corda
E o catavento que range, rege rígida bruma
No céu coroado a Lua empina
Foge toda a horda
E o lamento que rasga, reza, ri e esfuma
Um redemoinho açoita a areia
Singra suassuna
Antes de tudo um forte, firme, fé e faca
Crava o espinho, a sereia
Sangra na laguna
E verte, náugrafo, sôfrego, súbita ressaca
Há de vir
Já foi anunciado no mormaço Aracati
E o navegador de linhas tácitas
Soçobrando em suas próprias lágrimas