Reza a lenda, quando o navio
De longe viu mundo almejado
Dançou um fado, fio a pavio
Acompanhou o mar bravio
No tempo do vento lufado
Contam os antigos que a tribo arisca
Puxou a prisca, em sua roda
Dançando moda, seguindo à risca
Evocou mística aos Deuses
O que esperar dessa horda
Diz o ancestral que quebrando grilhões
Pelos matões celebrando o tambor
Nos deu sabor apesar dos senões
Grande sertão e veredas
Vararam mesclando a cor
E essa dor mascarada em canções
Em post scriptum digo algo mais
Em nosso cais aportou tanto irmão
Europa e Japão em terras tropicais
Voltar jamais, e alguém gritou
Ninguém larga a mão
E essa dor mascarada em canções
Essa dor mascarada em canções
E essa dor mascarada em canções
Essa dor mascarada em canções
Essa dor mascarada em canções
Essa dor mascarada em canções
Uma nação só se ergue na paz