Numa baia patacada eu vou deixando rastro
Pelo campo alheio
Recorrendo várzeas e variando sangas
Num triste assobio da solidão do arreio
Não dá pra tirar um tanto
Remendar um cabresto pra estes meus aperos
E até o vento manso que vem na parreira
Que mal seca o suor deste meu baixeiro
Nesses dias resequidos nessas horas largas
De parar rodeios
Não colhe uma nuvem não pinga uma gota
Na soleira braba do sol de janeiro
E me vou enterrando couro
Remendando cerca e varrendo o terreiro
Esperando a chuva para encher a sanga
E regar os sonhos de um viver posteiro