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A Misântropa Riquinha

PAVA

A Da Misántropa Riquiña

Amor, isto é o único que lle pides á vida
Así que isto é o que cres que necesitas
Entón é isto o que che fai sentir ben

Ou non

Que cutre dicir que todo era unha mentira
Que pouco aporta se fas que isto se repita
Non se pode vir así a unha canción

Amor, a paz é cara porque igual non a queremos
Eu tamén caio adrede, boto a culpa aos freos
A cicatriz é carta de presentación

E non, non é por cínica ou capricho que me doia
Pero por crítica e precaria que me amola
É ver o ben que convivo co terror

Amor, será isto o peor ou o mellor das nosas vidas?
Eu que sempre quero ter a quen culpar
Xa está escrito
Canta unha poeta oral

Amor, mira que autobiografía involuntaria
Todo o ouro que non teña unha palabra
Tamén iso podo capitalizar

Amor, xa non quero estar aquí, xa non me gusta
Este cuarto está forrado de dolor
A misántropa riquiña xa marchou
A misántropa riquiña xa marchou
A misántropa riquiña xa marchou

A misántropa riquiña
Xa marchou

A Misântropa Riquinha

Amor, isso é o único que você pede à vida
Então isso é o que você acha que precisa
Então é isso que te faz sentir bem

Ou não

Que ridículo dizer que tudo era uma mentira
Que pouco adianta se você faz isso se repetir
Não dá pra chegar assim a uma canção

Amor, a paz é cara porque talvez não a queiramos
Eu também caio de propósito, jogo a culpa nos freios
A cicatriz é meu cartão de visita

E não, não é por cinismo ou capricho que me dói
Mas por crítica e precária que me incomoda
É ver como convivo bem com o terror

Amor, será isso o pior ou o melhor das nossas vidas?
Eu que sempre quero ter a quem culpar
Já está escrito
Canta uma poeta oral

Amor, olha que autobiografia involuntária
Todo o ouro que não tem uma palavra
Isso também posso capitalizar

Amor, já não quero estar aqui, já não gosto
Esse quarto está forrado de dor
A misântropa riquinha já foi embora
A misântropa riquinha já foi embora
A misântropa riquinha já foi embora

A misântropa riquinha
Já foi embora

Composição: Lucía Aldao