Copilaria
I:
imi aduc aminte cand
ii faceam la matza vant
si zbura ca pasarea
dar pica ca mazarea de picase jos
si daca matza mai traia
si daca mai putea mergea
noi de coditza moale
legam conserve goale
si tot era frumos,frumos...
Mama mea,tatal meu
nu ma bateti nu-s de vina eu
matza cred ca singura vrea
sa se-nvete a zbura
drept ca fratele jos
trebuia s-o prinda dar n-o fost
si matza cand ne vede
nici amu' nu-i vine-a crede
ca ase ceva o fost.
si matza cand ne vede
nici amu' nu-i vine-a crede
ca ase ceva o fost.
Unde-s doamne zilele
cand ne scaldam cu canele
cand el la suprafata vrea
dat noi cu-o atza il mai tineam sub val
si canele facea 'bul-bul'
dar noi radeam ca cei nebuni
si printre apa verde vedeam ca nu se vede
noi scoteam la mal la mal.
mama mea, tatal meu
nu ma bateti,nu-s de vina eu
canele cred ca singur vrea
sa invete a-nota
drept ca fratele o vrut ca sa-l scoata
cred ca n-o putut
si canele cand ne vede
nici amu' nu-i vine-a crede
cata apa o baut.
Si canele cand ne vede
nici amu' nu-i vine-a crede
cata apa o baut.
Lembranças de Infância
I:
Eu me lembro quando
A gente fazia a gata voar
E ela subia como um pássaro
Mas caía como uma ervilha no chão
E se a gata ainda vivesse
E se ainda pudesse andar
Nós, com a corda macia
Amarrávamos latas vazias
E tudo era lindo, lindo...
Mamãe, papai
Não me batam, não sou culpado
A gata, acho que só quer
Aprender a voar
Justo que o irmão lá embaixo
Deveria pegá-la, mas não conseguiu
E a gata, quando nos vê
Nem agora consegue acreditar
Que algo assim aconteceu.
E a gata, quando nos vê
Nem agora consegue acreditar
Que algo assim aconteceu.
Onde estão, Senhor, os dias
Quando nadávamos com as correntes
Quando ele queria ficar na superfície
Mas nós o segurávamos debaixo d'água
E a corrente fazia 'bubul'
Mas nós ríamos como loucos
E entre a água verde, víamos que não se via
Nós puxávamos para a margem, para a margem.
Mamãe, papai
Não me batam, não sou culpado
A corrente, acho que só quer
Aprender a nadar
Justo que o irmão quis tirá-lo
Acho que não conseguiu
E a corrente, quando nos vê
Nem agora consegue acreditar
Quanta água ele bebeu.
E a corrente, quando nos vê
Nem agora consegue acreditar
Quanta água ele bebeu.