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Claroscuro

Pedro Aznar

Claroscuro

Cómo no viajar tus ojos
por la sed de lo que hay
Ser arcilla de tus manos
y temblar de miedo en la oscuridad

Sólo repetir palabras
sin saber para qué
Puedo hablarle a lo que habla
Puedo ser yo mismo
Frente a este abismo

Como flores en el agua
Claroscuro de tu mar
Como perros en la playa
en el fin del mundo con vino y pan

Para refugiar misterios
Para hacernos verdad
Para cobijar silencios
Puedo ser yo mismo
Frente a este abismo

Claroscuro

Como não viajar nos teus olhos
pela sede do que há
Ser argila nas tuas mãos
e tremer de medo na escuridão

Só repetir palavras
sem saber pra quê
Posso falar com o que fala
Posso ser eu mesmo
Diante desse abismo

Como flores na água
Claroscuro do teu mar
Como cachorros na praia
no fim do mundo com vinho e pão

Pra refugiar mistérios
Pra nos tornarmos verdade
Pra acolher silêncios
Posso ser eu mesmo
Diante desse abismo

Composição: