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Ao Horizonte de Um Subúrbio

Pedro Aznar

Al Horizonte de Un Suburbio

Pampa:
Yo diviso tu anchura que ahonda las afueras,
yo me estoy desangrando en tus ponientes.

Pampa:
Yo te oigo en las tenaces guitarras sentenciosas
y en altos benteveos y en el ruido cansado
de los carros de pasto que vienen del verano.

Pampa:
El ámbito de un patio colorado me basta
para sentirte mía.

Pampa:
Yo sé que te desgarran
surco y callejones y el viento que te cambia.
Pampa sufrida y macha que ya estás en los cielos,
no sé si eres la muerte. Sé que estás en mi pecho.

Ao Horizonte de Um Subúrbio

Pampa:
Eu vejo sua extensão que se aprofunda nas periferias,
eu estou me esvaindo nos seus poentes.

Pampa:
Eu te ouço nas guitarras insistentes e sentenciosas
e nos altos benteveos e no barulho cansado
dos carros de pasto que vêm do verão.

Pampa:
O espaço de um pátio avermelhado me basta
para sentir que você é minha.

Pampa:
Eu sei que te rasgam
os sulcos e becos e o vento que te transforma.
Pampa sofrida e forte que já está nos céus,
não sei se você é a morte. Sei que está no meu peito.

Composição: Pedro Aznar