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Como Dois Estranhos

Pedro Guerra

Como Dos Extraños

Me acobardó la soledad
Y el miedo enorme de morir lejos de ti...
¡qué ganas tuve de llorar
Sintiendo junto a mí
La burla de la realidad!
Y el corazón me suplicó
Que te buscara y que le diera tu querer...
Me lo pedía el corazón
Y entonces te busqué
Creyéndote mi salvación...

Y ahora que estoy frente a ti
Parecemos, ya ves, dos extraños...
Lección que por fin aprendí:
¡cómo cambian las cosas los años!
Angustia de saber muertas ya
La ilusión y la fe...
Perdón si me ves lagrimear...
¡los recuerdos me han hecho mal!

Palideció la luz del sol
Al escucharte fríamente conversar...
Fue tan distinto nuestro amor
Que duele comprobar
Que todo, todo terminó.
¡qué gran error volverte a ver
Para llevarme destrozado el corazón!
Son mil fantasmas, al volver
Burlándose de mí,
Las horas de ese muerto ayer...

Como Dois Estranhos

A solidão me deixou em choque
E o medo enorme de morrer longe de você...
Quanta vontade eu tive de chorar
Sentindo ao meu lado
A zombaria da realidade!
E o coração me implorou
Que eu te procurasse e que te desse meu amor...
Ele pedia isso, o coração
E então eu te busquei
Acreditando que você era minha salvação...

E agora que estou na sua frente
Parecemos, veja só, dois estranhos...
Lição que finalmente aprendi:
Como as coisas mudam com o tempo!
Angústia de saber que já estão mortas
A ilusão e a fé...
Desculpa se te vejo e começo a chorar...
As lembranças me fizeram mal!

A luz do sol empalideceu
Ao te ouvir conversar de forma fria...
Foi tão diferente nosso amor
Que dói perceber
Que tudo, tudo acabou.
Que grande erro te ver de novo
Para levar meu coração destroçado!
São mil fantasmas, ao voltar
Zombando de mim,
As horas daquele ontem morto...

Composição: