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Conte-me

Pedro Guerra

Contamíname

Cuéntame el cuento del árbol dátil de los desiertos
De las mezquitas de tus abuelos
Dame los ritmos de la darbuka y los secretos
Que hay en los libros que yo no leo

Contamíname
Pero no con el humo que asfixia el aire
Ven
Pero sí con tus ojos y con tus bailes
Ven
Pero no con la rabia y los malos sueños
Ven
Pero sí con los labios que anuncian besos

Contamíname, mézclate conmigo
Que bajo mi rama tendrás abrigo

Cuéntame el cuento de las cadenas que te trajeron
De los tratados y los viajeros
Dame los ritmos de los tambores y los voceros
Del barrio antiguo y del barrio nuevo

Contamíname
Pero no con el humo que asfixia el aire
Ven
Pero sí con tus ojos y con tus bailes
Ven
Pero no con la rabia y los malos sueños
Ven
Pero sí con los labios que anuncian besos

Contamíname, mézclate conmigo
Que bajo mi rama tendrás abrigo

Cuéntame el cuento de los que nunca se descubrieron
Del Río Verde y de los boleros
Dame los ritmos de los buzukis, los ojos negros
La danza inquieta del hechicero

Contamíname
Pero no con el humo que asfixia el aire
Ven
Pero sí con tus ojos y con tus bailes
Ven
Pero no con la rabia y los malos sueños
Ven
Pero sí con los labios que anuncian besos

Contamíname, mézclate conmigo
Que bajo mi rama tendrás abrigo

Conte-me

Conte-me a história da palmeira dos desertos
Das mesquitas dos seus avós
Me dê os ritmos da darbuka e os segredos
Que estão nos livros que eu não leio

Conte-me
Mas não com a fumaça que asfixia o ar
Vem
Mas sim com seus olhos e com suas danças
Vem
Mas não com a raiva e os pesadelos
Vem
Mas sim com os lábios que anunciam beijos

Conte-me, misture-se comigo
Que sob meu galho você terá abrigo

Conte-me a história das correntes que te trouxeram
Dos tratados e dos viajantes
Me dê os ritmos dos tambores e dos mensageiros
Do bairro antigo e do bairro novo

Conte-me
Mas não com a fumaça que asfixia o ar
Vem
Mas sim com seus olhos e com suas danças
Vem
Mas não com a raiva e os pesadelos
Vem
Mas sim com os lábios que anunciam beijos

Conte-me, misture-se comigo
Que sob meu galho você terá abrigo

Conte-me a história dos que nunca se descobriram
Do Rio Verde e dos boleros
Me dê os ritmos dos buzukis, os olhos negros
A dança inquieta do feiticeiro

Conte-me
Mas não com a fumaça que asfixia o ar
Vem
Mas sim com seus olhos e com suas danças
Vem
Mas não com a raiva e os pesadelos
Vem
Mas sim com os lábios que anunciam beijos

Conte-me, misture-se comigo
Que sob meu galho você terá abrigo

Composição: Pedro Guerra