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Crianças

Pedro Guerra

Ninos

A 30 pisos de altura frente a la playa de copacabana
La calle huele a humedad a fruta sexo bronceador cachaza
A 30 pisos de altura veo la vida que me mira y pasa
Bebiendo agua de coco frente a la playa de copacabana

Cuando den las diez no volveran a casa
Se quedaran ahi no volveran a casa
Cuando den las diez los niños de la playa
Se quedaran ahi no volveran a casa

Coro:
Como los coches luz de farola
Como los gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo

Desde la asfixia y la altura veo el temor de la ciudad dormida
Nada se intuye en el aire de la violencia en la que todo gira
Colombia avanza y el mundo no sabe nada y si lo sabe olvida
Y todo sigue girando morir al dia es parte de la vida

Niño del dolor que cuelga de los coches
Y aspira oscuridad crecida de la noche
Niño del dolor sin nada a que agarrarse
Perdido en la ciudad ya es parte del paisaje

Coro:
Como los coches luz de farola,
Como gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo

A muchas horas de casa miro la luz de la ciudad torcida
La inmensidad del df. la multitud que en el smog respira
A muchas horas de casaotra mirada nos observa y mira
Y la serpiente emplumada quedó atrapada y ahora es luz cautiva

Niño del dolor haciendo piruetas
A cambio de tener migajas o monedas
Niño del dolor que juega a hacerse grande
Ausente del amor ya es parte de la calle

(coro)

Crianças

A 30 andares de altura em frente à praia de Copacabana
A rua cheira a umidade, fruta, sexo, bronzeador, cachaça
A 30 andares de altura vejo a vida que me observa e passa
Bebendo água de coco em frente à praia de Copacabana

Quando der dez horas, não voltarão pra casa
Vão ficar ali, não voltarão pra casa
Quando der dez horas, as crianças da praia
Vão ficar ali, não voltarão pra casa

Coro:
Como os carros, luz do poste
Como os gatos e as calçadas
Como as lojas e as caixas de correio
Como lixo pelos cantos
Como os cachorros tentando viver, vivendo

Da asfixia e da altura vejo o medo da cidade adormecida
Nada se percebe no ar da violência em que tudo gira
Colômbia avança e o mundo não sabe de nada, e se sabe, esquece
E tudo continua girando, morrer ao dia é parte da vida

Criança da dor que pendura nos carros
E aspira a escuridão que cresce da noite
Criança da dor sem nada a que se agarrar
Perdido na cidade, já é parte da paisagem

Coro:
Como os carros, luz do poste,
Como gatos e as calçadas
Como as lojas e as caixas de correio
Como lixo pelos cantos
Como os cachorros tentando viver, vivendo

A muitas horas de casa, vejo a luz da cidade torta
A imensidão do DF, a multidão que respira no smog
A muitas horas de casa, outro olhar nos observa e mira
E a serpente emplumada ficou presa e agora é luz cativa

Criança da dor fazendo piruetas
Em troca de ter migalhas ou moedas
Criança da dor que brinca de crescer
Ausente do amor, já é parte da rua

(coro)

Composição: Pedro Guerra