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Nunca Teve Namorado (part. Alberto Podestá)

Pedro Laurenz

Nunca Tuvo Novio (part. Alberto Podestá)

Pobre solterona
Te has quedado
Sin ilusión, sin fe

Tu corazón de angustia
Se ha enfermado
Puesta de Sol
Es hoy tu vida trunca

Sigues cómo entonces
Releyendo
El novelon sentimental
En el que una niña
Aguarda en vano
Consumida por un mal
De amor

En la soledad de tu pieza
De soltera
Está el dolor
Triste realidad
Es el fin de tu jornada
Sin amor

Llora, que al llorar
Van las lágrimas temblando
Tu emoción
En las hojas
De tu viejo novelón
Te ves
Sin fuerza palpitar

Deja de llorar
Por el príncipe soñado
Que no fue
Junto a ti a volcar
El rimero melodioso de su voz

Trás el ventanal
Mientras pega la llovizna
En el cristal

Con tus ojos
Más nublados de dolor
Soñas un paisaje de amor

Nunca Teve Namorado (part. Alberto Podestá)

Pobre solteirona
Você ficou
Sem ilusão, sem fé

Seu coração de angústia
Adoeceu
O pôr do sol
Hoje é sua vida truncada

Você continua como antes
Relendo
O grande romance sentimental
No qual uma menina
Espera em vão
Consumida por um mal
De amor

Na solidão do seu quarto
De solteira
Está a dor
Triste realidade
É o fim do seu dia
Sem amor

Chora, que ao chorar
As lágrimas tremem
Sua emoção
Nas páginas
Do seu velho romance
Você se vê
Sem força para palpitar

Pare de chorar
Pelo príncipe sonhado
Que não veio
Junto a você para derramar
O monte melodioso de sua voz

Atrás da janela
Enquanto a garoa bate
No vidro

Com seus olhos
Mais turvos de dor
Você sonha com uma paisagem de amor

Composição: Enrique Cadícamo