Nunca Tuvo Novio (part. Alberto Podestá)
Pobre solterona
Te has quedado
Sin ilusión, sin fe
Tu corazón de angustia
Se ha enfermado
Puesta de Sol
Es hoy tu vida trunca
Sigues cómo entonces
Releyendo
El novelon sentimental
En el que una niña
Aguarda en vano
Consumida por un mal
De amor
En la soledad de tu pieza
De soltera
Está el dolor
Triste realidad
Es el fin de tu jornada
Sin amor
Llora, que al llorar
Van las lágrimas temblando
Tu emoción
En las hojas
De tu viejo novelón
Te ves
Sin fuerza palpitar
Deja de llorar
Por el príncipe soñado
Que no fue
Junto a ti a volcar
El rimero melodioso de su voz
Trás el ventanal
Mientras pega la llovizna
En el cristal
Con tus ojos
Más nublados de dolor
Soñas un paisaje de amor
Nunca Teve Namorado (part. Alberto Podestá)
Pobre solteirona
Você ficou
Sem ilusão, sem fé
Seu coração de angústia
Adoeceu
O pôr do sol
Hoje é sua vida truncada
Você continua como antes
Relendo
O grande romance sentimental
No qual uma menina
Espera em vão
Consumida por um mal
De amor
Na solidão do seu quarto
De solteira
Está a dor
Triste realidade
É o fim do seu dia
Sem amor
Chora, que ao chorar
As lágrimas tremem
Sua emoção
Nas páginas
Do seu velho romance
Você se vê
Sem força para palpitar
Pare de chorar
Pelo príncipe sonhado
Que não veio
Junto a você para derramar
O monte melodioso de sua voz
Atrás da janela
Enquanto a garoa bate
No vidro
Com seus olhos
Mais turvos de dor
Você sonha com uma paisagem de amor
Composição: Enrique Cadícamo